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Em novo vazamento Moro instruiu Deltan a não apreender celular de Cunha antes de sua prisão

Em novo vazamento de trocas de conversas entre Sérgio Moro e Deltan Dellagnol obtidos pelo Intercept, Moro teria orientado Deltan a não apreender o celular do ex-deputado Eduardo Cunha um dia antes de sua prisão devido aos "risco" que teriam. Mostrando a ação parcial da justiça em não apreender celular de um dos parceiros da Lava Jato no Golpe Institucional.

terça-feira 13 de agosto| Edição do dia

Um novo vazamento da troca de mensagens do procurador Deltan Dallagnol com Sérgio Moro, mostra que que o procurador foi orientado pelo o ex-juiz da Lava Jato a não pedir a apreensão do celular do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) na época de sua prisão em 2016. O diálogo vazado foi obtido pelo site The Intercept Brasil e publicado pelo site BuzzFeed News nesta última segunda (12).

Moro e Deltan conversaram um dia antes da prisão de Cunha, em 19 de outubro de 2016. Na conversa Deltan manda uma mensagem para Moro: “Queríamos falar sobre a apreensão de celulares, Consideramos importante. Teríamos que pedir hoje”. Moro respondeu: “Acho que não é uma boa”. Na mesma conversa, Deltan pede para se reunir com Moro para “explicar razões” do pleito, entre outros temas.

Os dois marcam um encontro rápido, e cerca de duas horas depois o procurador escreve novamente para Moro a seguinte mensagem: “Entendemos que não é o caso de pedir celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações”.

Essa troca de mensagens deixa explícito a ação parcial do Judiciário e da Lava Jato que ao prender Cunha decidiu não fazer a apreensão dos seus celulares devido aos “riscos” que podem ter ao ser apreendido informações de um dos sócios do Golpe Institucional onde a Lava Jato de Moro foi o principal agente.

Como já denunciamos aqui no Esquerda Diário, a Operação Lava Jato não tinha como foco o combate à corrupção, e sim de agir no cenário político brasileiro como um árbitro, trocando um esquema de corrupção por outro, com novos atores e muito mais servil aos interesses do mercado financeiro. Moro e Deltan foram ofensivamente treinados no seio do imperialismo mundial, nos Estados Unidos, para intervir na política brasileira garantindo a implementação de um conjunto de ataques contra os trabalhadores e povo pobre, para fazer com que pagassem pela crise dos capitalistas.

Também questionamos sob quais interesses se esconde o próprio Intercept que utiliza dos vazamentos a conta gotas para desgastar Moro e o clã Bolsonaro, enquanto não questionam a raiz desta operação parcial e política, bem como seu conteúdo golpista e entreguista dos recursos e empresas brasileira para o imperialismo.

Neste sentido, defendemos que as provas e vazamentos sejam divulgados de forma integral à população brasileira, que possa julgar e entender quais os rumos darão aos juízes, parlamentares e empresários envolvidos na Operação Lava Jato. Não podemos confiar que a polícia e que o judiciário, que orquestraram o golpe institucional para levar a cabo os projetos neoliberais de duras reformas e ajustes para tornar ainda mais miserável a vida dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre.
Os trabalhadores e a juventude não podem ter qualquer confiança na Lava Jato e nos poderes judiciários que vivem de privilégios para atacar os direitos dos trabalhadores. Eles que preparam novos ataques contra o conjunto da classe trabalhadora e da juventude são os mesmos que decidem ano a ano aumentar seus próprios salários e definir os rumos da política brasileira.




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