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Em novo Fake News, Weintraub diz que existe "grandes plantações de maconha" nas federais

Inimigo das universidades federais e do ensino público, o ministro do MEC Abraham Weintraub afirmou em entrevista que existe "plantações extensivas de maconha nas federais". Uma afirmação totalmente absurda e sem nenhuma prova que faz parte do discurso reacionário e obscurantista dos membros do governo Bolsonaro.

sexta-feira 22 de novembro| Edição do dia

Entre tantos absurdos, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, cita mais um para atacar as universidades públicas com todo o seu desprezo por elas. O ministro afirma que existem “plantações extensivas de maconha nas federais”, e ainda diz que “são tão grandes tão grandes que chegam até usar borrifadores de agrotóxicos”. Uma afirmação totalmente absurda e sem nenhuma prova que faz parte do discurso reacionário e obscurantista dos membros do governo Bolsonaro.

Na entrevista realizada ao site Jornal da Cidade Online, Weintraub também afirmou que as faculdades de Química estariam “desenvolvendo laboratórios de droga sintética de metanfetamina” porque, como a legislação determina, “a polícia não pode entrar nos campi” e por isso poderiam desenvolver essas drogas. Além disso o ministro olavista fez ataques à autonomia universitária alegando que elas se tornaram que se transformou em “soberania”, e ainda chama as federais de madrasta da doutrinação”.

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A face obscurantista do governo Bolsonaro expressa na afirmação fantasiosa de Weintraub sobre grandes plantações de maconha nas federais, se mostra cada vez mais evidente, parece não ter fim sua disposição para simplesmente negar os avanços que a humanidade conquistou a duras penas sob um capitalismo que, por subordinar o conhecimento ao lucro, é um entrave para o desenvolvimento da ciência. Para isso une o útil ao agradável (para os capitalistas): ataca as universidades, o livre pensamento, o conhecimento crítico, e corta verbas, bolsas de pesquisa, ameaça cobrar mensalidades, etc, buscando dar continuidade à resposta que tem dado a crise com a aprovação da reforma da previdência, descarregando-a nas costas dos trabalhadores e da juventude, em primeiro lugar das mulheres, negros, indígenas, imigrantes e LGBTs.




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