Sociedade

INCÊNDIO NO PANTANAL

Em meio a queimadas recordes no Pantanal, multas do Ibama despencam

Pantanal já registra uma área de 2,3 milhões de hectares devastada pelas queimadas, entretanto tem queda de 48% das multas aplicadas por infrações no bioma pantaneiro.

terça-feira 15 de setembro| Edição do dia

Foto: Lalo de Almeida/Folhapress

Segundo dados do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), as chamas que foram provocadas por ação humana e que se intensificaram com a seca na região, já destruiu uma área maior que o território do Estado de Sergipe. Contudo, mesmo com o aumento preocupante das queimadas, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) diminuiu as operações de fiscalização na região.

Em 2020, só no Mato Grosso do Sul, onde fica 65% do Pantanal, as autuações como desmatamento e queimadas ilegais caíram 22%, em comparação com o mesmo período de 2019. Desde o início do ano até o último dia 14 de setembro, foram aplicadas 50 multas relacionadas a vegetação, no ano anterior esse número foi de 64.

No Mato Grosso, estado que tem os outros 35% bioma pantaneiro, teve uma redução de 52% na queda de multas, que passaram de 361 em 2019 para 173 em 2020, números que são relacionados apenas a vegetação.

Veja também: O passar da boiada em meio às chamas

Servidores do Ibama denunciam a falta de efetivo suficiente para a fiscalização e novas regras estabelecida para o órgão, como a criação de nova instância no processo de infração, realizando reuniões prévias com as pessoas multadas para conciliação.

Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgados nesta segunda-feira, 14, mostram que os incêndios na região do Pantanal cresceram 210% em 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. A região registrou 14.489 focos de calor este ano, número que foi 4.660 em 2019.




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