Economia

PRIVATIZAÇÃO

Em meio a pandemia, prioridade do governo Bolsonaro é vender barato portos e aeroportos

quarta-feira 20 de maio| Edição do dia

O país deve chegar a 20 mil mortos notificados nos próximos dias e enquanto isso o governo Bolsonaro segue a sua rotina de declarações estapafúrdias, desrespeitando com seu negacionismo as famílias que perderam entes queridos e, para piorar, confirmou que vai manter o calendário de leilões de portos, aeroportos e rodovias deste ano.

A prioridade do governo é seguir dando lucro ao capital estrangeiro e vender o país a preço de banana, já que na avaliação do Ministério da Infraestrutura a crise econômica causada pela Covid-19 não afeta a atratividade das licitações, mas como o movimento só volta a níveis anteriores a pandemia em 2022 o governo precisa levar em conta esse tempo para não prejudicar os investidores, ou seja, vender barato.

Os aeroportos na lista de ofertas estão em três blocos: Sul, puxado por Curitiba e outros terminais do Paraná e do Rio Grande do Sul; Norte, com Manaus, Porto Velho, Rio Branco e Boa Vista; e o bloco Central, com Goiânia, São Luís e Teresina.

Aqui no Esquerda Diário viemos denunciando a situação dos trabalhadores dos aeroportos de distintos setores e são constantes as demissões, cortes nos salários e o medo imposto aos funcionários pelas patronais que querem repassar o custo da crise e preservar seus lucros. Com a privatização dos aeroportos leiloados a certeza é de mais demissões e cortes nos salários dos trabalhadores.

No caso das rodovias, o governo comemora o futuro lucro das multinacionais, já que as estradas são centrais para o transporte do setor agrícola, que não sofreu impactos na crise. As rodovias listadas para serem leiloadas este ainda este ano são BR-163, entre Sinop (Mato Grosso) e Miritituba (Pará), e a BR-153, entre Anápolis (Goiás) e Aliança do Tocantins.

No que depender de Bolsonaro, Guedes e os militares o feirão de venda do país seguirá mesmo com o país em caos, sendo um dos epicentros da pandemia no mundo. Não será diferente também a atuação de Maia, Alcolumbre os demais parlamentares, que apoiam medidas como essas.




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