Política

DE DAR DÓ

Em meio a pandemia, empresários da indústria reclamam de “morte de CNPJs”

Em reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, o presidente Jair Bolsonaro e diversos ministros, empresários da indústria pedem flexibilização do isolamento e dizem que “a indústria está na UTI”.

sábado 9 de maio| Edição do dia

Na última quinta-feira (07/05), o presidente Jair Bolsonaro cruzou a pé a Praça dos Três Poderes e foi até o STF, acompanhado de alguns ministros como Braga Netto (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) e Azevedo e Silva (Defesa), além de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Hélio Lopes (PSL/RJ) e um grupo de empresários do setor da indústria.

Na reunião com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, o grupo pediu flexibilização das medidas de isolamento social tomadas como parte do combate ao novo coronavírus. Um empresário, do ramo de brinquedos, chegou ao absurdo de dizer que “vão morrer CNPJs” caso se mantenha o isolamento, no mesmo momento em que passamos de 9 mil pessoas mortas e que os sistemas de saúde começam a colapsar em grandes capitais.

Outro empresário afirmou que as indústrias “estão na UTI”, e que caso não haja a flexibilização, teremos uma recessão gravíssima. Disse também que todos os instrumentos para a flexibilização já estão prontos, e que inclusive já tem os protocolos de segurança de saúde feitos pelo Ministério da Economia (!).

Todos os empresários esconderam a defesa de seus próprios lucros em detrimento da vida de milhares de trabalhadores por trás da máscara de “defesa dos empregos”, alegando que sem flexibilização seriam obrigados a promover demissões.

É por isso que nesse momento é fundamental a proibição de qualquer demissão ou diminuição de salário, protegendo a renda dos trabalhadores para que eles possam, inclusive, ter segurança para fazer sua quarentena. Todas essas indústrias que hoje ameaçam fechar ou promover demissões em massa devem ter seus livros de contas abertos e inspecionados pelos próprios operários. E aquelas indústrias que fecharem, botando milhares de famílias na rua, devem ser nacionalizadas sob controle operário para que voltem a produzir.




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