Gênero e sexualidade

ABANDONADOS À PRÓPRIA SORTE

Em meio à pandemia, capitalistas podem abandonar 73 países sem remédios para HIV

Segundo da OMS, esses países não estão tendo acesso aos remédios devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 no transporte dos remédios, bem como a dificuldade ao acesso aos sistemas de saúde. Milhões dependem dos remédios contra o vírus.

segunda-feira 6 de julho| Edição do dia

Entre estes 73 países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou 24 países, cujos nomes não revelou, que estão com seus estoques em estado crítico. Nestes 24 países, vivem 8,3 milhões de pessoas que recebem tratamento para HIV, ou um terço das pessoas que receberam tratamento para HIV no mundo em 2019. A OMS também prevê que uma alteração no acesso a tais medicamentos durante 6 meses poderia dobrar o número de mortes por HIV na África Sub-Saariana, demonstrando que a negligência capitalista está profundamente vinculada ao racismo histórico no qual esse sistema se baseia.

Mesmo sendo bastante limitado, como fica evidenciado pelo fato de que apenas 53% das crianças que precisam de tratamento efetivamente o recebem, o programa de distribuição de medicamento anti-retrovirais é fundamental, sendo que estimado que 15 milhões pessoas deixaram de morrer por HIV no período 2000-2019 devido a ele.

Em certos setores é lugar comum a afirmação de que o capitalismo prefere produzir remédios paliativos do que investir na pesquisa da cura para certas doenças, como o HIV. Isto é verdade, mas agora, nestes tempos de crise, o capital mostra que é incapaz até mesmo de fazer o mínimo para manter milhões de pessoas vivas.

A OMS cita as interrupções no transporte como um dos fatores que contribuem para esta escassez. Isto contrasta com a política das companhias aéreas ao redor do mundo, que estão demitindo seus funcionários e diminuindo suas operações para salvar seu lucro, ao invés de utilizar sua frota para ajudar com as exportações de remédio para estes países, bem como de outros insumos para combater a covid-19 e outras doenças.

Por isso, o controle operário sobre estes setores é fundamental, pois os trabalhadores escolher definir como operar a empresa, definindo suas prioridades, ao invés do lucro dos patrões.




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