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Em meio a manobras da reitoria, eleição dos trabalhadores para o C.O. da USP

Veja aqui o boletim publicado pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP, explicando o que é o Conselho Universitário, as eleições e manobras da reitoria, e os eixos da indicação de Bruno Gilga Rocha para um novo mandato como representante no C.O.

terça-feira 23 de agosto| Edição do dia

Por que é importante elegermos nosso representante para o Conselho Universitário?
No Conselho Universitário (cinicamente chamado de “C.O.”), a portas fechadas, se tomam as decisões mais importantes sobre o destino da USP. Por ali têm passado alguns dos maiores ataques aos trabalhadores e à universidade, como a desvinculação do HRAC e a tentativa – que barramos com a mobilização – de desvinculação do HU, em 2014, os PIDVs, o congelamento de contratações, o arrocho salarial, as vagas no vestibular e a não implementação das Cotas Raciais, o orçamento de cada ano da USP com cortes e desmonte, entre outros.

Por isso mesmo, o estatuto da USP garante que ele seja totalmente antidemocrático. Nossa representação é ínfima: 3 cadeiras em cerca de 120, representando os 15 mil funcionários. Mesmo entre os professores, o C.O. é formado em maioria por titulares, diretores de unidade, sendo que, segundo pesquisa da Adusp, MAIS DE UM TERÇO DOS PROFESSORES DO C.O. É DONO OU DIRIGENTE DE EMPRESA TERCEIRIZADA OU FUNDAÇÃO PRIVADA que atua na USP. Ou seja, lá eles decidem como privatizar a USP e ir vendendo cada parte dela pra eles mesmos, e frequentemente de graça.

Por tudo isso, nossa representação lá não vai mudar o resultado do C.O., e só nossa mobilização pode barrar os ataques. Mas ao mesmo tempo, também é fundamental termos uma representação que expresse nossas posições, debatidas e votadas pelas assembleias e fóruns, ao invés de legitimar os ataques da reitoria, e que mantenha os trabalhadores informados do que se discute lá, pra ajudar e organizar a luta. E cada voto é fundamental pra dar mais força a essa representação!

Na última eleição, por exemplo, a reitoria impediu a posse de um dos nossos representantes, e deu posse a um suplente, que já começou elogiando a reitoria, criticando o sindicato, e votando a favor da proposta da reitoria de reajuste salarial de 3%! Para evitar isso precisamos de representantes indicados pela nossa assembleia, com o compromisso de expressar as posições votadas pelos trabalhadores, e nos informar do que é discutido lá!

Vote BRUNO GILGA ROCHA (FFLCH) – Diretor do Sintusp e representante no CO
O candidato aprovado pela assembleia para indicação pelo Sintusp, e com esse compromisso de defender as posições aprovadas pelos trabalhadores é Bruno Gilga Rocha, trabalhador da FFLCH, atualmente diretor do Sintusp, e que já foi nosso representante nos últimos dois anos, e esteve em todas as reuniões do C.O., sem exceção, falando em defesa dos trabalhadores, dos hospitais e centros de saúde, das creches, dos bandejões, da escola, das prefeituras, das unidades de ensino, dos diferentes campi, dos estudantes, defendendo as cotas raciais, a permanência estudantil enfrentando a reitoria, denunciando os cortes, o arrocho salarial, as demissões, as péssimas condições de trabalho, a privatização, a falta de democracia, de verbas e de transparência.

Vote Bruno Gilga Rocha, o sexto e último nome da cédula/tela! 
Reitoria faz manobra para dificultar a eleição!
A própria reitoria está se mostrando preocupada com nossa representação. Primeiro desmembrou a eleição: sempre elegemos nossos três representantes em uma única votação, e agora pela primeira vez a eleição está sendo feita separadamente, e só poderemos votar em um candidato, e não mais em três, impedindo os trabalhadores de apoiarem ao mesmo tempo candidaturas de preferência pessoal e aquelas indicadas pela assembleia e pelo sindicato.

Agora a reitoria está fazendo a eleição por voto eletrônico, através do computador, sem que isso tenha sido aprovado em lugar nenhum para a eleição de trabalhadores, e apesar de termos protestado várias vezes contra o fim do voto em urna, como opção, pois uma parte dos trabalhadores não está habituada a usar o computador e terá dificuldade de votar, especialmente em funções operacionais, onde também se concentra grande parte da nossa força de mobilização.

A reitoria diz que haverá a opção da urna, mas na prática torna isso quase impossível, pois coloca uma urna por campus. Por exemplo, um trabalhador de qualquer lugar da Cidade Universitária (com seus 7 milhões de m²), ou em Pinheiros, ou no Largo São Francisco, ou na EACH na zona leste (ou inclusive em postos de pesquisa do litoral e outras cidades ligados a faculdades da capital!) teria que, no meio do expediente, ir até o 4º andar da reitoria para votar!

Nós pedimos formalmente para a reitoria e a secretaria geral manterem as urnas em todas as unidades e locais de trabalho, e pra estender o horário de votação, que será reduzido até às 18h, pra que os trabalhadores do noturno, como nos hospitais, possam votar, e pra haver apuração pública e uma comissão eleitoral. Eles simplesmente negaram tudo, dando o argumento absurdo de que o voto eletrônico é usado pra outras categorias (ignorando as particularidades dos trabalhadores e todos os nossos argumentos) e no país todo, até no STF (o que tem a ver?!), e portanto seria bom!

Garanta seu voto! Veja como:

Dificultando mais ainda o voto, depois de escolher o candidato é preciso confirmar 4 vezes! Se não seu voto não conta! Veja aqui como votar pelo computador, e se tiver dificuldade se informe com um colega, ou pelo telefone do sindicato:

1 - Acesse seu e-mail USP
2 - Clique no link enviado (do tipo "votacao.usp.br")
3 - Preencha com seu número USP e a senha recebida pelo e-mail e clique em "Autenticar"
4 - Clique em "Iniciar"
5 - Marque o candidato e clique em "Continuar"
6 - Clique em "Confirmar e criptografar a cédula"
7 - Clique em "Enviar"
8 - Clique em "Registrar voto"

Ou vá até a urna do seu campus votar, ninguém pode te impedir!
Onde? - na Capital: 4ºandar da reitoria; em Bauru: Assistência Acadêmica da FOB; Piracicaba: Assistência Acadêmica da ESALQ; em Ribeirão Preto: Assistência Acadêmica da FMRP; em São Carlos: Assistência Acadêmica da EESC; em Pirassununga: Assistência Acadêmica da FZEA; em Lorena: Assistência Acadêmica da EEL; não há urnas nas demais cidades.

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