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Em meio à crise sanitária, estados já preparam a volta às aulas presenciais

quinta-feira 23 de julho| Edição do dia

Neste momento, o Brasil conta com mais de 82 mil mortes e uma média superior a 1,2 mil mortes diárias devido ao Covid-19, um número alto que parece não incomodar o ministério da educação (MEC), que divulgou no início de julho uma lista de diretrizes a seguir para a retomada das aulas presenciais.
Após a divulgação da lista, as discussões para retomada das aulas na rede pública foram iniciadas e nove estados mais o Distrito Federal já apresentaram as datas em que ocorrerão, sendo Maranhão, Rondônia, Tocantins, Rio Grande do Norte e Distrito Federal em agosto e Acre, Santa Catarina, São Paulo, Piauí e Paraná em setembro.

Estas medidas mostram como os estados e principalmente o MEC, não levaram em consideração dois fatores diretamente ligados à educação pública brasileira.
Em primeiro lugar, as escolas estaduais e municipais, em sua grande maioria, estão completamente sucateadas. Boa parte não possui a estrutura básica para que os próprios alunos e servidores possam manter sua higiene pessoal de forma adequada, faltando água, sabão líquido e até energia elétrica em determinadas regiões.

Devido ao fato anterior, se torna importante o segundo tópico, já que, geralmente, os estudantes da rede pública de ensino vivem com suas famílias, a maioria de baixa renda e com integrantes do grupo de risco. Usar o transporte coletivo ou estar em contato com outros alunos e servidores em uma escola, sem uma higiene adequada, pode ocasionar a disseminação do vírus entre estas famílias, proporcionando maior superlotação de hospitais, colapso da saúde pública nos estados afetados e um aumento exponencial das mortes diárias.

Afim de evitar estas graves consequências que todas as comunidades destes nove estados mais o Distrito Federal podem enfrentar, os servidores públicos da educação e estudantes devem se posicionar de forma veemente contra estas medidas. As mesmas só ocorrem devido aos interesses da classe alta, que busca a “volta à normalidade” para reacender o comércio e obter, novamente, seus enormes lucros, mesmo que, para isso, a vida dos trabalhadores e estudantes tenha que ser colocada em risco.

Estas atitudes são completamente apoiadas pelo governo Bolsonaro-Mourão, em conluio com o Congresso, Senado, Governadores e Prefeitos, que em nenhum momento buscaram evitar o desastre que está ocorrendo, propondo uma quarentena sem testagem massiva que espalhou o vírus dos principais centros populacionais para todas as regiões do país. Agora, esperam que a famosa “imunidade de rebanho” solucione o problema, mesmo que isto custe a vida de milhares ou até milhões de brasileiros.

Somente o controle operário de hospitais, escolas e estabelecimentos essenciais podem solucionar este problema, buscando, primeiramente, salvar vidas, e não lucrar com a situação desesperadora que o nosso país enfrenta. Por este motivo, o Esquerda Diário, jornal movido pelo MRT (Movimento Revolucionário de Trabalhadores), defende uma luta operária unida para reivindicar uma nova constituinte livre e soberana aonde o povo possa decidir os rumos do país, afim de por fim a constituição de 1988, feita por integrantes da antiga ditadura militar e que, em nenhum momento, deu voz ao povo brasileiro. E frente aos ataques dos grupos capitalistas contra a vida das massas, apontamos a necessidade de que um governo de trabalhadores de ruptura com o capitalismo.




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