Sociedade

CRISE PENITENCIÁRIA

Em meio a crise penitenciária, forças armadas entram em Alcaçuz e Monte Cristo

Em meio a crise humanitária que envolve os presídios e o encarceramento em massa da juventude o governo responde com intervenção militar em Alcaçuz e Monte Cristo.

Cristina Rose

@CrisRoseMiranda

sexta-feira 27 de janeiro de 2017| Edição do dia

Como já noticiamos, o governo golpista de Temer havia anunciado que mandaria as forças armadas para os presídios brasileiros, aumentando a repressão em meio a uma verdadeira crise humanitária nos presídios, completamente super-lotados, ocupados por 40% de sua população carcerária sem julgamento e que mantém os presos encarcerados em condições precárias.

Agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE), e da força-tarefa penitenciária enviada pelo Ministério dá Justiça entraram, na manhã desta sexta-feira, 27, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, na ação denominada Operação Phoenix.

Também nesta manhã, as Forças Armadas entraram na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista (RR) iniciando o chamado trabalho de “varredura” nas celas, que consiste no uso de detectores de metais nas celas e na área administrativa, e também o uso de equipamentos mais sofisticados que detectam armas dentro de paredes e enterradas no chão.

Desde o início do mês, essas duas penitenciárias foram palco de um aumento da barbárie que já é cotidiana. Na Penitenciária de Alcaçuz, vinte e seis detentos foram assassinados durante as rebeliões que ocorreram na unidade, 10 homens feridos foram internados e 56 presos fugiram, dos quais apenas quatro foram recapturados. Já na penitenciária Agrícola de Monte Cristo, houve um massacre de mais de trinta pessoas no dia 6 de janeiro.

Temer, o gestor da barbárie carcerária, obtém esse resultado com a insistência do governo em uma política de repressão e violência sistemática de encarceramento em massa, principalmente da juventude pobre e negra, que só no início desse ano de 2017 já levou a que pelo menos 134 pessoas fossem assassinadas em presídios brasileiros.




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