Política

CRISE RIO GRANDE DO SUL

Em meio à crise, governo do RS aumenta gastos com diárias e passagens aéreas

Apesar dos nove meses consecutivos de parcelamento salarial aos servidores e da ameaça de não pagar o 13º, o governo do Rio Grande do Sul aumentou em R$ 9,3 milhões os gastos com passagens e diárias do executivo.

sexta-feira 18 de novembro| Edição do dia

Enquanto professores do estado e demais servidores amargaram o parcelamento de salário em quase todos os meses de 2016, o governo de José Ivo Sartori (PMDB) aumentava gastos com passagens aéreas e diárias. Esse aumento chega a 13,18% em relação ao ano passado.

O governo justifica dizendo que as viagens trouxeram benefícios para o estado, mas os gaúchos não enxergam esses benefícios. Apesar da renegociação da dívida com a União, concessão dada logo no início do governo Temer para conseguir apoio de governadores, os trabalhadores do serviço público continuam sofrendo com o parcelamento e o arrocho salarial. Em outubro, o governo chegou a pagar a miséria de R$ 450 na primeira parcela.

Outra medida, aprovada no ano passado com a desculpa de aumentar a arrecadação e aliviar a crise no estado, foi o aumento do ICMS. Apesar de toda a população ter sentido o aumento dos preços de produtos e serviços no estado, isso não se reverteu nem no pagamento em dia dos salários dos servidores, nem em melhorias nos serviços públicos. Inclusive nem as promessas do governo feitas aos estudantes que ocupavam centenas de escolas no início do ano foram cumpridas.

Agora, mais uma vez o governo ameaça os servidores públicos com o não pagamento do 13º. No ano passado muitos trabalhadores tiraram empréstimo no Banrisul para garantir seu direito, e só receberam o dinheiro do governo em junho de 2016! Sartori planeja repetir o ataque neste fim de ano novamente.

O governo Sartori parece buscar naturalizar a humilhação aos trabalhadores para continuar não pagando seus direitos, enquanto garante suas viagens nacionais e internacionais que não se convertem em melhorias no estado. Porém, não deve ser naturalizada esta situação. São milhares de trabalhadores que não recebem nem o mínimo para viver. É urgente que o movimento de ocupações e greves nas universidades e institutos federais do RS incorpore as pauta estaduais, denuncie os parcelamentos de salários e apoie os movimentos de luta dos professores e demais trabalhadores do estado contra Sartori.




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