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CORONAVÍRUS

Em meio a crise do coronavírus, Crivella atrasa salário de trabalhadores da saúde

A pandemia do coronavírus vem se alastrando pelo mundo inteiro, tendo seu epicentro no estado Espanhol e na Itália, em particular, e já concentra na Europa milhares de mortes. O coronavírus vem criando uma grave crise social e intensificando ainda mais a crise econômica, justamente por culpa de políticos como Crivella que não apenas destinam verbas bastante reduzidas à saúde, como também cortam milhões, como ele mesmo fez no ano passado.

terça-feira 17 de março| Edição do dia

À beira de uma grande crise do sistema de saúde público que certamente não tem como atender à população carioca, pois o SUS ao longo dos anos foi desmontado e precarizado, tendo o Crivella fechado 340 leitos em 8 unidades, o prefeito vem recorrentemente atrasando salários dos trabalhadores da saúde, em especial da atenção básica e saúde mental e não paga há 4 meses os salários dos terceirizados da limpeza, os auxiliares de serviços gerais.

É uma hipocrisia do prefeito Marcelo Crivella dizer que está preocupado com o coronavírus, na verdade ele é o responsável pela crise da saúde e se o sistema de saúde hoje não consegue dar conta de tratar pacientes infectados e sob suspeitas por um vírus que se alastra muito rápido, isso sem sombra de dúvidas é culpa do Crivella. A saúde vem sendo desmantelada a algum tempo, ano passado os trabalhadores da saúde entraram em greve por conta de atrasos recorrentes de salários. A atenção básica e outros serviços de saúde que poderiam estar cumprindo um papel importante de orientação e assistencia nos casos de pacientes sob suspeita e contaminados pelo coronavírus, é inadminissível que tenha trabalhadores atuando aí com seus salários atrasados.A saúde no Rio é essencialmente terceirizada, administrada por OS’s (Organizações Sociais) o que precariza de maneira profunda os serviços e a condição de trabalho, sem contar as demissões em massas feitas por Crivella desde o ano passado o que torna ainda mais claro, frente a crise do coronavírus que a última coisa que o prefeito Marcelo Crivella se importa é com a saúde da população carioca e com os trabalhadores da saúde.

Em meio a essa crise do coronavírus, há denúncias de trabalhadores da saúde mental que estão trabalhando sob aviso prévio, sem saber se vão ser recontratados ou não, com a possibilidade de terem que fazer um prova para serem readmitidos, ou seja, para serem recontratados deverão ser avaliados se são capazes ou não de fazer um trabalho que exercem diariamente, um absurdo! Além de estarem com os salários atrasados do mês de março, com previsão de pagamento somente no final deste mês, o que no final das contas não dá pra saber se serão pagos ou não, porque não tem como confiar no Crivella e na Secretaria de Saúde que já atrasou por vários meses os salários dos trabalhadores da saúde.

A situação que esses trabalhadores da saúde se encontram é exatamente essa, a de trabalhar sem salários, com a incerteza se no próximo mês estarão com seus empregos ou não. Os auxiliares de serviço gerais (ASG’s), o setor mais precarizado da saúde está há 4 meses sem receber seus salários, no meio da pandemia do coronavírus o prefeito Marcello Crivella mostra que não está nem um pouco preocupado com a vida desses trabalhadores, esses sim heróis e heroínas que se expõem diariamente à contaminação e de suas famílias e que trabalham com tanto afinco e determinação sem materiais e instruções adequadas para conter a disseminação do vírus.

Deve ser imediata a contratação dos trabalhadores demitidos, porque como a própria mídia e os governos alardam a propagação do vírus é muito rápida e, portanto, é muito necessário que se contrate imediatamente novos trabalhadores para a demanda que o coronavírus exige. E é claro, que pague imediatamente os salários atrasados. Além disso, a prefeitura e o estado devem garantir testes massivos nos casos de suspeitas para um isolamento eficaz dos infectados pelo vírus, para aqueles que com receio de infectar outras pessoas optam pela quarentena voluntária que de não coloquem em risco de contaminação as pessoas que moram com ele. É preciso também que seja criado novos leitos de terapia intensiva com assistência respiratória para evitar que novos casos graves cheguem a óbito e que os trabalhadores da saúde possam controlar a crise do coronavírus.

Certamente, não dá pra prever até que ponto poderá controlar a pandemia ainda mais no Rio de Janeiro onde o sistema de saúde pública foi precarizado e onde os trabalhadores da saúde sequer recebem seus salário em dia. Mas o fato é que há medidas que ainda não foram tomadas que podem auxiliar sem sombra de dúvidas o contágio de mais pessoas como os teste massivos combinados com as quarentenas voluntárias, a criação de leitos de UTI e a organização de um maior efetivo de trabalhadores da saúde, recontratando os demitidos e treinando os estudantes de medicina e de enfermagem, bem como de outras áreas médicas.

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