Sociedade

Em meio a crise do Coronavírus, Bolsonaro tenta impedir ampliação de auxílio de renda para idosos

O benefício que já havia sido alvo de tentativas de ataque por Bolsonaro e Paulo Guedes pelas mudanças propostas no projeto da Reforma da Previdência, que ano passado sofreu consideráveis quedas na quantidades de pessoas atendidas, mostra requintes de crueldade e que a prioridade do presidente não é a população.

terça-feira 24 de março| Edição do dia

Sob a falsa justificativa de resguardar verbas para o combate ao coronavírus, Bolsonaro aciona a Advocacia-Geral da União (AGU) para mover uma ação no STF tentando derrubar a decisão do Congresso Nacional que ampliou a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio pago a idosos e pessoas com deficiência com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 522,50).

O benefício que já havia sido alvo de tentativas de ataque por Bolsonaro e Paulo Guedes pelas mudanças propostas no projeto da Reforma da Previdência, que ano passado sofreu consideráveis quedas na quantidades de pessoas atendidas, mostra requintes de crueldade e que a prioridade do presidente não é a população, mas salvar o lucro dos empresários e patrões dessa crise de escala global. Crise que não foi gerada pelos trabalhadores, mas são em suas costas que a descarregam.

Ao mesmo tempo que Bolsonaro se coloca contra a ampliação do BPC, na calada da noite do dia 22, o mesmo decretou uma medida provisória que permitia a suspensão de salários durante quatro meses. Embora Bolsonaro tenha recuado nesse ponto, manteve profundos ataques a direitos trabalhistas que levaram anos para serem conquistados impondo a possibilidade de um banco de horas para quarentena, suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho, demissão sem pagamento do FGTS nem exames médicos, fim dos feriados e férias coletivas sem aviso aos sindicatos.

Frente a crise do coronovírus, se torna cada vez mais escancarado que Bolsonaro governa para os capitalistas enquanto reserva miséria, fome e desemprego para os trabalhadores. Impedir a ampliação de benefícios que são cruciais para que idosos e pessoas com deficiência possam manter uma refeição saudável, cuidados de higiene redobrados e outras questões de saúde em dia, mostra que Bolsonaro fará de tudo para garantir o lucro dos grandes empresários.

Também não podemos depositar nenhuma confiança nas instituições burguesas como o Congresso Nacional que, assim como Bolsonaro, quer aprofundar ataques, retirar direitos e manter o lucro dos grandes capitalistas globais; para que quem pague por essa crise profunda de um sistema em decadência sejamos nós, os trabalhadores, as trabalhadoras e os mais pobres e vulneráveis. O próprio Maia se orgulha em ter sido o principal articulador e responsável por aprovar a indigna Reforma da Previdência, em consonância com o governo Bolsonaro e Paulo Guedes. A classe trabalhadora é a única que pode encabeçar uma saída para essa crise e para esse sistema falido através da sua auto-organização. É preciso colocar a vida dos trabalhadores acima dos lucros, e isso só será efetivado com a força da organização da classe.




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