AUXÍLIO EMERGENCIAL

Em meio à crise, aplicativo tem falhas e muitos não recebem auxílio prometido por Bolsonaro

A crise econômica continua se aprofundando em meio à pandemia e milhões de brasileiros estão sofrendo as consequências como demissões e cortes salariais, enquanto isso grande parte dos trabalhadores continua sem receber o auxílio emergencial por falhas em aplicativos. É urgente que se pague este auxílio sem burocracias.

sábado 25 de abril| Edição do dia

Desde pelo menos o dia 15, os aplicativos dos bancos que permitem pedir os benefícios apresentam problemas. No site Reclame Aqui, as queixas contra a Caixa passaram de 1.217, entre 1º e 22 de abril do ano passado, para 6.822, no mesmo período deste ano - um salto de 460%.

Na quarta-feira, 22, críticas ao aplicativo Caixa Tem, que dá acesso ao auxílio emergencial de R$ 600, apareceram entre os assuntos mais citados no País na rede social Twitter.

Nas lojas de aplicativos, as reclamações também se acumulam. Na Google Play Store, do sistema operativo Android, o aplicativo tem nota 1,8 (em escala que vai de um a cinco), em avaliação feita por 410 mil usuários. No sistema da Apple, a nota é 1,6 e foram 44,2 mil avaliações até a manhã desta sexta-feira, 24.

O músico Diego Ferreira Souza, de 28 anos, é um dos brasileiros com dificuldade para acessar o aplicativo da Caixa. Ele conseguiu fazer o cadastro nos primeiros dias em que o sistema estava no ar. Há uma semana, constatou que havia sido aprovado para receber o auxílio, mas, agora, não consegue entrar no Caixa Tem. "A página não carrega nunca", diz.

Souza ligou em um número da Caixa para tirar dúvidas sobre o assunto, mas o problema também não foi resolvido. "Demora muito para atender e, quando atende, uma gravação manda você baixar o aplicativo."

Sem nenhum evento programado para se apresentar - Souza canta em casamentos e festas -, o músico está sem fonte de renda. Ele costumava levantar, por mês, R$ 2.000 em média, com os quais pagava o aluguel e ajudava a mãe e a irmã. "Não tenho nenhum dinheiro guardado." Por enquanto, a dona da casa onde ele mora, em Guaianases, na capital paulista, tem sido compreensiva, conta.

É urgente que as centrais sindicais saiam de sua paralisia e organizem os trabalhadores contra os interesses dos poderosos, que se garanta testes massivos para a população, e também proibição das demissões, o pagamento de um auxílio de pelo menos 2 mil reais a cada trabalhador autônomo ou sem renda suficiente, remanejamento de toda a economia e recursos em função do combate à pandemia para suprir a demanda de respiradores, máscaras, EPIs, álcool gel, saneamento básico, etc.

Diante dessa situação vemos que apenas uma saída independente dos trabalhadores pode garantir um plano de emergência que possa garantir um combate consequente à pandemia e a crise capitalista, lutando por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que derrube Bolsonaro, Mourão e os militares.

Com informações da Agência Estado.




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