Política

POLITIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO

Em meio a cisões do governo, Toffoli fala em unidade dos três poderes para a aprovação das reformas

Nessa segunda (4), na abertura dos trabalhos do Congresso, o presidente do STF declara que não poupará esforços para conseguir unidade em torno da agenda das reformas que visa exclusivamente atacar os trabalhadores brasileiros.

terça-feira 5 de fevereiro| Edição do dia

Antonio Cruz / Agência Brasil

No marco do aprofundamento do golpe institucional de 2016 e das eleições com maior manipulação da história do país por parte do Judiciário, o presidente do STF, Dias Toffoli, mostra mais uma vez o ativismo e a politização do Judiciário, além de seu alinhamento ao governo Bolsonaro. Toffoli que em entrevista cedida à imprensa no início do ano declarou que: “É hora do Judiciário se recolher. É preciso que a política volte a liderar o desenvolvimento do país e as perspectivas de ação”, agora no início dos trabalhos parlamentares, se contradiz, mostrando que não se recolheram, pelo contrário, seguem acompanhando mais de perto do que nunca o processo de viabilização da inserção do capital imperialista aqui no Brasil, e pressionando o atual presidente, Jair Bolsonaro, a implementar de forma acelerada as nefastas reformas previstas em seu programa.

"Venho propondo a celebração de um novo grande pacto entre os três Poderes da República, que envolva reformas fundamentais, como a previdenciária e a fiscal, tributária, e compreenda, necessariamente, uma repactuação federativa, evitando que estados e municípios cheguem a um quadro insustentável de inadimplência", afirmou Toffoli.

O chamado a unidade do presidente do STF tem o intuito de sanar as visíveis fissuras do governo ainda em início em prol daquilo que unifica todos os blocos no poder, como ele mesmo declara: as reformas. A precoce crise do governo Bolsonaro, com os escândalos envolvendo seu filho - que não se sabe até onde envolvem o próprio presidente- obrigaram a muitos setores aliados a buscarem se delimitar ligeiramente do governo. Toffoli consciente do baque sob o governo busca recompor a unidade anterior em nome do objetivo central do Judiciário, das Forças Armadas e todos os setores capitalistas: a aprovação das reformas.

Da mesma forma, para a classe trabalhadora barrar essas reformas é necessário impor a unidade da nossa classe contra os capitalistas, exigindo que as centrais sindicais rompam sua passividade e se coloquem no terreno da ação, impulsionando uma grande frente única dos trabalhadores. Nenhuma oposição e unidade parlamentar irá resolver o que somente a nossa luta pode colocar fim: os ataques que esse governo quer impor. Contra a passividade e a trégua das centrais sindicais é preciso um plano de lutas sério, que organize nossas forças em cada local de trabalho e estudo para derrotarmos os duros ajustes desejados por esse governo, apoiado pelo Judiciário e as Forças Armadas.




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