Sociedade

FALTA DE ESTRUTURA DA SAÚDE

Em incubadora improvisada com balde, bebê recém-nascido morre após esperar 3 dias por UTI aérea

terça-feira 13 de março| Edição do dia

É chocante o nível de despreparo a que são expostas as pessoas que necessitam de atendimento de saúde pública. Na cidade de Lábrea, a 851 km de Manaus (AM), um bebê recém nascido morreu após passar mais de 24 horas em uma incubadora improvisada com um balde.

A mãe deu entrada no hospital na madrugada de quinta-feira (8), já com a bolsa rompida. A cirurgia cesariana só foi feita na sexta-feira (9). Segundo a família, o bebê nasceu roxo e com dificuldades de respiração. Como o hospital não tinha equipamentos de suporte, tiveram que improvisar com o balde, a criança ainda resistiu até o sábado dia (10).

A Secretaria de Estado de Saúde informou, por meio de nota, que foi solicitado o serviço de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) aérea para a remoção. No entanto, a criança não resistiu até a chegada da aeronave.

A direção do Hospital Regional de Juruá informou que deve abrir uma sindicância para apurar as responsabilidades no caso. A Susam informou ainda que está em processo de aquisição de uma incubadora para a unidade, que foi entregue à atual gestão da Susam sem o equipamento.

A falta de um equipamento simples como uma incubadora pode ter feito a diferença entre a vida ou morte de um recém-nascido. Como um hospital pode ser entregue sem um equipamento ao mesmo tempo tão básico e essencial como esse? A precarização dos serviços públicos conduzida pelos políticos, leva a precarização ao cotidiano das pessoas, chegando ao nível de vida e morte.




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