Política

ALIANÇAS ELEITORAIS

Em diversos estados PT fará alianças eleitorais com os golpistas

Buscando preservar seu espaço no atual regime democrático brasileiro e sua postura de conciliação de classes, o PT além de se manter inerte ao golpe, aplica os ataques dos golpistas nos trabalhadores e mantém sua política de alianças que o conduziu a sua queda.

quarta-feira 8 de agosto| Edição do dia

Segundo levantamento do Estadão, em pelo menos 15 estados o PT se aliou a partidos que apoiaram o Impeachment de Dilma e integram o governo golpista de Temer.

Em 6 estados o PT sairá como cabeça de chapa em candidaturas de chapas amplas formadas junto a partidos golpistas: Acre com Marcus Alexandre, Bahia com Rui Costa, Ceará com Camilo Santana, Wellington Dias, Minas Gerais com Fernando Pimentel e em Rio Grande do Norte com Fátima Bezerra. Em outros 9 casos embora não seja cabeça fechou chapa com MDB (partido de Temer), PSD, PTB, PR, REDE e PSB.

Em Mato Grosso, PT saiu na chapa o senador golpista Wellington Fagundes (PR) que inclui, entre outros, os também golpistas PMN, e PRB. O presidente local do PT, Valdir Barranco, revelou que sem conseguir fechar uma chapa de centro-esquerda, o partido teve que pensar em suas prioridades; "A política está em permanente mudança. Neste momento, a melhor tática é essa. Sem o chapão, não temos coefiente eleitoral para eleger deputados".

Enquanto o PT junto com as burocracias sindicais nada fizeram contra o golpe orquestrado contra os trabalhadores ignorando os ataques dos golpistas e a luta de classes, estão preocupados é com cargos, justamente por isso Gleisi Hoffmann, atual presidente nacional do PT, nega que haja contradição entre essas "conveniências eleitorais" e o discurso da direção do partido. "Não há (contradição) porque estamos deixando claro que eles têm que apoiar Lula. Em todos esses casos, tem apoio a Lula e uma autocrítica inclusive."

E com esse discurso o PT segue adaptado ao golpe e como dizemos em várias outras matérias, ao não travar uma luta séria organizada na base com os trabalhadores a frente permite que se tire até mesmo o direito dos trabalhadores decidirem em quem votar.

Vários outros são os casos que mostram esse projeto político totalmente adaptado ao regime do PT, no Ceará, por exemplo, para sair com uma aliança com MDB, o PT desistiu da candidatura ao senado, para não atrapalhar Eunício Oliveira (MDB). Em Minas o PT só não saiu com o MDB, por Dilma não aceitar. "Ela não quer perto dela nenhum golpista. Em Minas, eles foram sempre acolhidos pelo governo Pimentel, mas todos votaram contra ela no impeachment. A diferença é histórica, o MDB é na sua essência golpista" disse o deputado federal petista Reginaldo Lopes, mas ainda assim o PT aliou-se ao PR, partido da base de Temer e nacionalmente coligado ao tucano Geraldo Alckmin. Em Sergipe o governador Belivaldo Chagas do PSD disputará a reeleição tendo como vice Elaine Aquino (PT); Gilberto Kassab, que era Ministro das Cidades no governo Dilma a abandonou em nome de ter um cargo e hoje é o Ministro de Ciência e Tecnologia de Temer. Por fim em Alagoas o PT faz parte da coligação para o governo que terá como candidato Renan Filho (MDB), filho do senador golpista Renan Calheiros.

A justificativa seria os votos declarados a Lula e o rechaço em apoiar o candidato a presidente do MDB, Henrique Meirelles. " O Renan teve um reposicionamento nessas questões que interessam ao campo progressista e popular", disse Gleisi Hoffmann

Basta de conciliação, é necessário que os trabalhadores organizem desde as bases tirando do imobilismo as burocracias sindicais para uma luta verdadeira contra a prisão arbitrária de Lula, para que os trabalhadores tenham o direito não só de decidir em quem votar, mas também organizados e em luta derrubem as arbitrariedades do judiciário e se enfrentem com os ataques golpistas como a reforma trabalhista.




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