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ELEIÇÕES 2018

Em discurso extremista Bolsonaro diz que vai "metralhar a petralhada do Acre"

Novamente em um de seus discursos reacionários, o candidato a presidente Jair Bolsonaro do PSL, fez gestos de arma com um tripé de câmera imitando um fuzilamento enquanto discursava em cima de um carro de som, durante sua campanha eleitoral na cidade de Rio Branco, no Acre.

segunda-feira 3 de setembro| Edição do dia

Novamente em um de seus discursos reacionários, o candidato a presidente Jair Bolsonaro do PSL, fez gestos de arma com um tripé de câmera imitando um fuzilamento enquanto discursava em cima de um carro de som, durante sua campanha eleitoral na cidade de Rio Branco, no Acre. O candidato de extrema direita ainda disse em seu discurso logo após fazer o gesto: “Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre, hein? Vamos botar esses picaretas pra correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir pra lá. Só que lá não tem nem mortadela, hein, galera. Vão ter que comer capim mesmo”.

O vídeo não foi compartilhado nas redes sociais do presidenciável, mas foi compartilhado por internautas que estavam assistindo ao discurso. A assessoria de Bolsonaro disse a imprensa que o vídeo era verídico, mas que o ato “foi uma brincadeira”. Veja o vídeo logo abaixo:

Nesta segunda (03), PT, PCdoB e Pros, entraram com representação criminal, junto ao Supremo Tribunal Federal contra Bolsonaro pelas suas citações de ódio que fez no Acre. Na ação, os advogados do PT pedem o acolhimento da notícia crime pelo Supremo e que os autos sejam remetidos para a Procuradoria-Geral da República instaurar uma investigação e proceder à denúncia de Bolsonaro por "pelo cometimento do crime de injúria eleitoral.

As citações que Bolsonaro faz também é um desrespeito a população venezuelano, que vem vivendo em meio a uma grave crise econômica com o qual o povo sofre com a fome e a miséria. Onde a população que migra para o Brasil para ter uma vida um pouco mais digna acabam sendo expulsos e tem seus pertences queimados por grupos extremistas incentivados pelo próprio Bolsonaro, que inclusive já declarou que em seu governo iria criar (campos de concentração para imigrantes venezuelanos). Não é de hoje que Bolsonaro faz discursos públicos de ódio, machistas, xenofóbicos e homofóbicos. Um político que tem seu programa alinhado com os capitalistas que querem descarregar nas costas dos trabalhadores a conta da crise: aplicação de reformas, implementação da reforma trabalhista até o final, e privatizações à rodo, que além de precarizar os postos de trabalho, também contribuem diretamente para o pagamento religioso da dívida pública.




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