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GREVE SERVIDORES DE SÃO PAULO

Em defesa do direito de greve dos servidores: abaixo o corte de ponto de Bruno Covas

Enquanto a prefeitura de São Paulo começa o processo arbitrário e ilegal de contratação de professores para substituir os grevistas, Bruno Covas (PSDB) decidiu começar a cortar o ponto dos servidores e professores como nova medida de perseguição ao direito de greve. Diante dessa situação absurda, é urgente uma ampla campanha em defesa do direito de greve do funcionalismo paulista.

sexta-feira 15 de fevereiro| Edição do dia

Segundo o Esquerda Diário apurou nas escolas, muitos professores que ainda não aderiram à greve estão entrando na mobilização indignados com esse ataque, e até mesmo supervisores tem se posicionado contra essa brutal medida e vários diretores enviaram mensagens nas escolas avisando os professores que se recusarāo a efetuar o corte de ponto.

O funcionalismo paulista coloca em campo a luta dos trabalhadores contra a Reforma da Previdência de Covas/Dória (PSDB), pela revogação do SAMPAPREV, e revelam que este está sendo um primeiro embate capaz de dificultar o projeto de Reforma da Previdência de Bolsonaro-Guedes.

A burguesia, os patrões, o judiciário, aliados de Bruno Covas e Bolsonaro sabem o que significaria a derrota do SAMPAPREV em São Paulo para aprovação da Reforma da Previdência no Congresso, como viram durante a gestão de Michel Temer, quando o SAMPAPREV dirigido pelo atual governador João Dória (PSDB) foi derrotado pela massiva greve de 2018 e dificultou que Temer avançasse com essa proposta.

O medo é tanto da unidade dos trabalhadores parando seus locais de trabalho que cometem o abuso de negar o legítimo direito de greve dos servidores e professores de São Paulo, ameaçando cortar o sustendo de milhares de famílias que dependem desses salários que querem cortar. Não podemos deixar que os professores que cuidam da educação dos nossos filhos passem fome com as suas famílias por exercerem seu digno direito de greve!

É preciso organizar uma forte defesa unificada, com cada categoria fortalecendo uns aos outros pelo direito de greve e com todos que ainda tinham dúvidas de que é possível reverter esse ataque entrando em cena em defesa do nosso direito de greve e desse método histórico de luta.

A direção dos maiores sindicatos do funcionalismo, ambos filiados à CUT, SINPEEM (controlada pelo vereador do PPS, Cláudio Fonseca) e do Sindisep defendeu contra a proposta de que a categoria se unificasse no dia 20 com o "dia de mobilização" chamado pelas centrais sindicais, o que deixa muito claro que o sindicato não vê a necessidade de dar visibilidade a greve e unificar as distintas categorias de trabalhadores para poder tirar a greve do isolamento e assim poder ser vitoriosa.

Sua política caminha para deixar a greve cada vez mais isolada e a vanguarda desgastada. O sindicato deve colocar toda a sua força para impedir o corte de ponto e defender a nossa greve!

É necessário cercar de solidariedade a greve dos servidores municipais de São Paulo e nós, do Movimento Nossa Classe, como fizemos desde o início desse greve, vamos colocar todas as nossas energias em todos os lugares onde temos peso para fortalecer essa greve. Fizemos isso através do apoio que os metroviários, então em greve, e os servidores da USP emitiram à nós, debatendo com cada trabalhador a importância da nossa mobilização.

Os parlamentares do PSOL devem colocar suas bancadas e postos sindicais a serviço da defesa do direito de greve e contra o corte de ponto dos servidores, começando pela denúncia na Câmara estadual e federal à perseguição de Bruno Covas ao nosso direito greve. Além disso, as Centrais Sindicais, a CUT e a CTB, e também a CSP Conlutas e a Intersindical precisam se ligar à essa campanha e organizar essa solidariedade em cada local de trabalho e estudo que dirigem, pois se atacam nosso direito de greve agora, abrem o precedente para atacar o direito de luta do conjunto da classe trabalhadora, como o TST começou a fazer quando proibiu o direito de greve contra as privatizações. É urgente unificar as forças para defender o direito de luta dos trabalhadores!




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