Política

CORRUPÇÃO

Em convenção do MDB, ex-Prefeito admite que roubou, mas menos que o atual

José Maria Monção afirmou que “roubou menos que o atual”, admitiu ter roubado, “posso até ter tirado alguma coisa, dado para os pobres”. E depois ainda acrescentou, rindo: “Se eu fui preso, tem 1 motivo”.

terça-feira 8 de setembro| Edição do dia

Imagem: Reprodução

O ex-Prefeito da cidade de Cocau, no Piauí, José Maria Monção do MDB, comparou-se ao atual, Rubens Vieira (PSDB) e disse que roubou menos. Vindo de um político capitalista e corrupto, não surpreende. Se trata de um partido fisiológico, que só serve para arrecadar do dinheiro público, beneficiar empresários e arrancar um pedaço para si próprio. O evento contou com o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, partido que compõe a base de Bolsonaro no congresso.

Risadas e aplausos foram dados na convenção, e José Maria Monção ainda teve a coragem de dizer que o “político rouba, mas rouba para dar para o povo. É difícil o cara roubar para si” – comportamento que o atual prefeito teria adotado. O discurso impressiona pelo sincericídio próprio de canalhas que não pensam na vida do povo, mas em si próprio e no lucro de empresários:

“Temos que mudar o Cocal. Não é que o Cocal seja o fim do mundo, mas com essa administração todos padecem. Fui prefeito três vezes, sei do sofrimento, mas também não roubei o tanto que esse aí roubou, não. Esse é descarado, tá afundando o Cocal”.

Os trabalhadores terão que varrer essa corja de políticos capitalistas sanguessugas. Desde o início da pandemia, o Esquerda Diário nunca levantou confiança nos governadores e prefeitos que se colocavam como alternativa ao negacionismo de Bolsonaro. A única alternativa de país que pode realmente não substituir um corrupto por outro é com os trabalhadores realizando uma assembleia constituinte livre e soberana imposta pela luta, podendo impor que todo político ganhe uma professora e que haja júri popular para os casos de corrupção.

Monção foi preso preventivamente em 2009, após ser suspeito de participar do desvio de R$ 2,6 milhões da educação, proveniente do Fundeb (Fundo de Educação Básica). Ele foi detido novamente em 2015 por falsificar documentos da Câmara Municipal em meados de 2010 para aprovar as contas da sua gestão como prefeito e poder concorrer como deputado na eleição. A pena, afinal, foi convertida em serviços comunitários.




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