Política

REFORMA TRABALHISTA

Em clima de paz, Senado avança com Reforma Trabalhista em comissão. Greve Geral já!

terça-feira 30 de maio| Edição do dia

O Senado voltou a avaliar hoje o relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos e adotou nova estratégia para acelerar ataque aos trabalhadores. Diferente da semana passada, o clima no Senado é de passividade entre governo e oposição. Após passar pela CAE, o relatório irá para a Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ), e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e deverá ser votado na semana que vem.

Apesar da grave crise política com a delação da JBS envolvendo Michel Temer e 1.829 políticos comprados pela empresa, a base governista está unificada quando o assunto é atacar a classe trabalhadora.

A nova estratégia adotada por eles no Senado visa acelerar a aprovação da seguinte forma: aprovando o relatório como está, da forma como foi aprovada pela Câmara aonde recebeu inúmeras emendas, o Senado enviaria diretamente para a promulgação presidencial. E aí, através de Medidas Provisórias, Temer e seus aliados no legislativo, recolocariam em pauta e aprovariam as partes originais da Reforma Trabalhista que teria sido "emendada" pela Câmara. Da mesma forma como Temer planeja fazer com alguns artigos da Reforma daPrevidência.

Com emendas do Senado, a reforma voltaria para a Câmara. As apostas da oposição Petista e do PCdoB levam os trabalhadores à passividade frente a este ataque brutal. Apostam em convencer os Senadores golpistas à abrir para as emendas, com uma estratégia que nunca foi para barrar a Reforma, apenas para atrasá-la. Senadores do PT e PCdoB apostam em uma queda de Temer vindo das mãos do TSE, querendo fazer o movimento de massas refém de uma saída pactuada "nas alturas" dos poderes legislativo e judiciário. Ou seja, mesmo as Diretas Já, para eles ficam no segundo plano.

É urgente uma nova greve geral que coloque os trabalhadores como protagonistas da uma saída para crise política, só desta forma barraremos todos os ataques. Se depender das direções Sindicais atreladas à estratégia petista, nosso movimento será utilizado como pressão parlamentar. É urgente nos organizar em comitês pela base para impor que os trabalhadores deem a resposta com uma nova constituinte fazendo os capitalistas pagarem pela crise.

FOTO: Marcos Oliveira/Agência Senado




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