PRIVATIZAÇÕES

Em clima de Black Friday, Temer e Bolsonaro querem a concessão de 12 aeroportos

O plano prevê que sejam licitados 12 aeroportos regionais de uma só vez, relegando aos trabalhadores demissões, terceirização e precarização dos postos de trabalho.

sexta-feira 23 de novembro| Edição do dia

Atrasos sucessivos na divulgação do edital do programa “comprometeram” o projeto inicial que era de que a licitação fosse feita no primeiro semestre deste ano. Segundo informações do ministro dos transportes, Valter Casimiro, o edital de concessão de 12 aeroportos será publicado nos próximo dias e a decisão de efetivação concreta do leilão ficará a cargo do próximo governo. Mais um dos “presentes” de Temer para Bolsonaro.

O plano prevê que sejam licitados 12 aeroportos regionais de uma só vez, terminais que recebem cerca de 20 milhões de passageiros por ano e que correspondem a quase 10% do mercado nacional de aviação.

Com isso, os trabalhadores já sabem o que esperar: terceirização, baixa nos salários, demissões e precarização dos postos de trabalho. Já está mais do que evidente a que vem o governo Bolsonaro: aprofundar os ataques de Temer, para que sejam os trabalhadores a sentir em suas costas o peso da crise e da abjeta reforma trabalhista, que já vem descarregando desemprego, sucateamento dos postos de trabalho e demissões, como inclusive járelatamos aqui.

Para rifar o país aos ditames imperialistas não pouparão ataques. Contra estes ataques e para enfrentá-los, é preciso que os trabalhadores aeroviários se organizem e ergam uma força anti-imperialista, pois é só com a força e mobilização da classe trabalhadora que Bolsonaro, a extrema direita e os golpistas serão derrotados. Não podem mais tratar trabalhadores e trabalhadoras como mercadoria. Enquanto as empresas aéreas fazem propagandas de passagens e pacotes de viagens em promoção, Temer e Bolsonaro rifam os direitos dos trabalhadores para que os lucros dos capitalistas e das grandes empresas seja impulsionado às custas do desemprego, precarização e terceirização, ou seja, às custas de mais ataques à classe trabalhadora. É fundamental também que o sindicato dos aeroviários organize assembléias e reuniões abertas para que os aeroviários discutam e votem um plano urgente de resistência às terceirizações que vem por aí. Que saiam de sua imobilidade e de fato organizem os trabalhadores contra este e todos os ataques.

Nós do Esquerda Diário e do MRT, Movimento Revolucionário de Trabalhadores, convidamos cada trabalhador e trabalhadora dos aeroportos a ler nosso manifesto e construir conosco essa força anti-imperialista da classe trabalhadora.

Que sejam os capitalistas a pagarem pela crise!

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