Em cartinhas ao papai noel, crianças pedem empregos para família

Em pedidos feitos através de uma campanha Papai Noel dos Correios no Piauí, crianças, filhas de trabalhadores desempregados, pediram ao papai noel empregos para suas famílias.

segunda-feira 10 de dezembro de 2018| Edição do dia

Em pedidos feitos através de uma campanha Papai Noel dos Correios no Piauí, crianças, filhas de trabalhadores desempregados, pediram ao papai noel empregos para suas famílias. Também pediram outras coisas que deveriam ser garantia para todos, como uma cesta básica, um ventilador para lidar com o calor e material escolar. A crise econômica brutal e o plano asqueroso dos capitalistas de aplicar cada vez mais reformas ao povo pobre para manter o lucro dos grandes empresários teve um impacto nas crianças, que expressaram seu descontentamento através das cartas.

Cecília escreveu com poucas palavras que seu sonho é um emprego para a mãe, pois as duas estão passando por dificuldades financeiras. Isabela, de 8 anos, também pediu um emprego para a mãe, um skate para o irmão e uma caixa registradora para ela. Em Teresina, o Correios recebeu 9 mil cartas. Em quase todas as cartas as crianças pediram ajuda para melhorar a condição financeira da família. A grande maioria das solicitações, no entanto, é de material escolar, bonecas, bolas, bicicleta, piscina, celular e vídeo game.

O alto índice de desemprego que as crianças colocaram nas cartas é uma expressão do impacto da crise, que de acordo com os interesses dos capitalistas, está sendo absurdamente descarregada nas costas do povo pobre, com ajustes profundos contra os trabalhadores.

O ultra neoliberal Jair Bolsonaro (PSL) vem para aplicar através da força o plano de ajustes do golpe institucional, extinguindo os direitos trabalhistas, submetendo ainda mais o país ao imperialismo, privatizando e vendendo as estatais. Para que mais empregos sejam oferecidos, como as crianças reivindicaram ao papai noel, os trabalhadores deveriam ter suas jornadas de trabalho diminuídas sem redução de salário. Para isso, as centrais sindicais dirigidas pelo PT e PCdoB, como CUT e CTB, precisam romper seu imobilismo e organizar um sério plano de lutas, para acabar com os privilégios dos grandes empresários e deixar bem claro que não são os trabalhadores que vão pagar pela crise, e sim os capitalistas.




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