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Em assembléia vazia, direção e oposição do CPERS mobilizam suas bases, mas não a base

sábado 19 de novembro| Edição do dia

Em um sindicato com mais de 100 mil associados, quando apenas 1500 pessoas se fazem presentes em assembléia é porque tem algo errado. O erro está na tentativa desesperada de manter o poder burocrata. Enquanto isso a categoria deslisa como um carro desgovernado no desespero diário de colocar pão na mesa.

Era de se esperar uma assembléia vazia, ainda mais depois do escândalo em frente ao palácio Piratini onde direção central acusou sua oposição de corrupção e má gestão dos recursos dos associados em um dia de greve geral (11/11). Foi colocada em votação a proposta de expulsão, ao mais bizarro estilo stalinista, da oposição da atual direção, em um momento em que a categoria sofre com parcelamento, ameaças de não pagamento do 13° salário e férias, ameaça de enturmação, demissões, sem contar todo o pacote de retrocessos que vem do governo federal. Mais uma vez a manutenção do poder burocrata esteve à frente da luta da categoria.

As propostas de mobilização entretanto, por parte a direção foi de não iniciar o ano letivo de 2017 chamando assembléia para defragrar greve em 3/3/17. O mesmo discurso de sempre de fazer uma luta responsável blablabla blablabla. Porém, outras propostas foram aprovadas, correntes que se reivindicam de esquerda justificaram que a base da categoria precisa de uma resposta imediata às ameaças do governo. Foi aprovado que dia 8/12 será realizada nova assembléia para discutir os ajustes que Sartori vem propondo. E dia 20/12 haverá outra assembléia, onde, caso não haja segurança e comprometimento sobre o pagamento do 13° salário e férias, se votará pela greve (paralisação por tempo indeterminado). Se aprovou também aderir à paralisação nacional do dia 25/11 e participar do ato "Ocupa Brasília" dia 29/11. Chegou a ser proposta a paralisação total dia 30/11 e a aprovação de todos os alunos, pois, eles fazem a luta conosco, porém, em regime de votação não passou.

Quanto as acusações à antiga direção, devem ser investigadas assim como o livro caixa do sindicato deve estar acessível para qualquer associado verificar. O que nunca esteve. Nem esta e nem a antiga gestão são confiáveis neste sentido, estamos carentes de novas lideranças.

No fundo, o que precisamos é livrar nosso sindicato de direções burocratas, precisamos organizar pela base uma nova direção classista para estar à frente do nosso sindicato, lideranças verdadeiramente comprometidas com nossa causa que é a educação, totalmente independentes de partidos políticos e centrais sindicais que não mobilizam.

Cabe a cada colega consciente e principalmente às direções de núcleos que se reivindicam de esquerda classista criar campanhas para divulgar esse estado de coisas e esclarecer o que se passa e o que podemos fazer para reerguer nosso sindicato. Somente uma direção classista e anti capitalista poderá construir uma luta que realmente de resultado. Essas paralisações que as direções burocratas chamam de "greve por tempo determinado" só desgastam a categoria e fazem o governo golpista festejar, pois ele já aprendeu a lidar com esses movimentos. A hora é de reorganizar a ferramenta que temos para lutar que é o sindicato e radicalizar a luta contra o parcelamento, a enturmação, o fechamento de escolas, as demissões dos contratados, a reforma do ensino público e a PEC da morte e a lei da mordaça. Somente assim resistiremos para impor que os banqueiros e ricos paguem pela crise!




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