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METROVIÁRIOS

Em assembléia, metroviários discutem possibilidade de aderir paralisação dia 25

A assembleia dos metroviários que aconteceu nesta quinta-feira, dia 17, discutiu algumas medidas de luta frente aos ataques que o governo Alckmin vem implementando contra a categoria no último período. Discutiu-se a avaliação de desempenho aplicada pela chefia, o pagamento da Participação de Rendimentos (PR) e a participação da categoria na paralisação nacional dia 25 de novembro.

sexta-feira 18 de novembro| Edição do dia

Após o golpe institucional dado por Michel Temer e o avanço de seu projeto privatista em cima de todos os serviços públicos no país, com a intenção de avançar sobre os direitos dos trabalhadores e da juventude desde a reforma trabalhista (com a aplicação da PEC 55), até a reforma da previdência e os ataques colocados contra a educação pública, a política implementada no Metrô pelo governo de Alckmin não se difere da aplicada a nível nacional, sendo esta uma política de sucateamento dos transportes deferido pelo governo tucano, o qual o judiciário golpista faz questão de blindar frente aos escândalos de corrupção.

Sobre a avaliação de desempenho que a empresa faz hoje, que agora esta diminuindo as notas por conta das licenças médicas, em base a um constante assédio moral contra os metroviários, com a imposição de notas para utilizar este tipo de artifício para punir os trabalhadores (chegando ao ponto de impedi-los tanto de receber o anuênio quanto a possibilidade de prestar concurso interno a depender da nota dada pela chefia aos trabalhadores) a categoria discutiu em assembléia a ampliação das denúncias contra este tipo de pratica, de denúncia do sindicato até a CIPA, buscando encaminhar a denúncia junto à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) está prática. Além disso será organizado pelo sindicato um seminário junto à FUNDACENTRO para discutir assédio moral, entre outras demandas. Em assembléia foi definido exigir o cancelamento das avaliações de desempenho, abrir negociação sobre o tema e tomar as medidas jurídicas possíveis.

Sobre o pagamento da PR, a empresa abriu o processo de negociação com os metroviários inicialmente a partir de uma comissão ao qual colocou 2 propostas: 1) o Metrô queria acabar com valor mínimo (fixo) de contribuição pra categoria. 2) o Metrô queria introduzir uma avaliação individual, agregando à mesma horas e dias de falta no trabalho (considerando licenças médicas), no intuito de reduzir a participação de rendimentos individualmente no que eles chamam de "produtividade", o que se trata de um grande ataque à este direito conquistado, pois a empresa e o governo quer jogar nas costas dos trabalhadores a responsabilidade do sucateamento das condições de trabalho colocadas, cada vez pior, com quadro mínimo de trabalhadores, falta de condições mínimas de trabalho, etc, agravados cotidianamente. Ambos itens geraram uma forte indignação na categoria. O Sindicato, então, não assinou este acordo frente a rejeição da categoria em assembléia. Uma nova proposta foi colocada pela empresa, da qual ela retirava a questão da avaliação individual, mas mantinha a retirada do valor mínimo da PR para todos, mantendo, do ponto de vista das metas, a mesma do acordo anterior. Manteve a questão de não aplicar o valor mínimo, apresentando a parte fixa de 60 para 70%, e que a apuração das metas (em base a uma pesquisa com os usuários que a empresa mesmo faz da forma que bem entende) se aplique a todo o valor, e não em cima da parte variável. A reivindicação da categoria é de que o fixo seja de 100%, não havendo diferenciação frente às metas, que a empresa utiliza novamente o sucateamento e a falta de investimentos do governo para punir os metroviários e colocar a responsabilidade da precarização dos serviços nos trabalhadores. Ou seja, não há nenhuma garantia de que a PR se mantenha igual a do ano passado, pelo contrário, querem abaixar mais ainda seu valor. A assembleia definiu pedir esclarecimentos sobre a PR, reabrir negociações para garantir valor mínimo, e que as metas não se apliquem na parcela fixa, sendo avaliado na próxima assembleia as possíveis propostas do Metrô.

Frente a tais ataques colocados tanto a nível estadual de Alckmin quanto a nível federal com os cortes nos gastos públicos impetrados por Temer, discutiu-se da categoria participar do dia de paralisação nacional dia 25 de novembro, dia este que está sendo convocado pelas centrais sindicais do país CUT, CTB, CSP-Conlutas, Força Sindical, entre outros. Estiveram presentes na assembléia representantes de tais centrais fazendo o chamado para os metroviários aderirem à mobilização contra a retirada dos direitos dos trabalhadores contra o governo golpista de Temer e do Judiciário, que afirmaram que está em discussão paralisação de categorias como rodoviários em SP, metalúrgicos, químicos e construção civil do Abc e Vale do Paraíba. As propostas discutidas e aprovadas na assembléia foram indicativo de paralisação dia 25/11 contra todos os ataques dos Governos e construção de mobilização rumo à Greve Geral (onde a assembleia dia 24 definirá a forma de paralisação), setoriais (reuniões de base) em todas as áreas (operação, manutenção e administração), o uso de colete e suspensão de horas extras a partir de 24/11, a distribuição de carta aberta à população no dia 24 informando sobre as lutas do dia 25, e assembleia dia 24 à noite pra organizar a paralisação.

Veja fala de Felipe Guarnieri, operador de trem da linha 1 Azul e membro da chapa 5




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