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Em assembleia histórica, trabalhadores da Carris entram em estado de greve

Neste sábado (07) uma grande assembleia dos trabalhadores da Carris, organizada pela Comissão de Funcionários, reuniu 573 pessoas e deliberou estado de greve. A decisão sinaliza que os rodoviários vão aprofundar a mobilização contra a privatização nas próximas semanas, se ligando também às greves dos municipários e dos trabalhadores em educação do estado.

sábado 7 de outubro| Edição do dia

De um total de 2,1 mil trabalhadores da Carris, 573 pessoas estiveram na assembleia da Companhia neste sábado para organizar a luta contra a privatização. Atos, abaixo-assinado, seguir com as panfletagens, além ações na justiça e no Ministério Público foram alguns dos encaminhamentos. O estado de greve é uma deliberação que não implica imediatamente na paralisação das atividades na Companhia, mas que demonstra a disposição dos trabalhadores de lutar contra os ataques de Marchezan e a privatização que o tucano quer impor.

A forte mobilização da categoria chamou atenção da repressão. Uma viatura da Guarda Municipal aguardava os rodoviários e rodoviárias na chegada da assembleia, sob alegação de verificar se tinha algum cunho político aquela reunião, o que é evidente. Armados, os policiais acompanharam toda a reunião, sem reprimir fisicamente os trabalhadores mas sendo parte de uma perseguição política pela qual os trabalhadores rodoviários da Carris e das empresas privadas já passam.

Veja mais: "Entregue a gestão aos trabalhadores" responde cobradora da Carris a Marchezan

Os rodoviários da Carris são um grande exemplo para toda a categoria. É fundamental que os trabalhadores das outras empresas também se organizem para lutar contra a privatização, além de apoiar os municipários contra Machezan e os professores e servidores contra Sartori. É essa unidade que pode parar a cidade, retomar o caminho aberto pela greve geral do dia 28 de abril e derrotar Marchezan, impondo junto a isso, derrotas para a patronal das empresas privadas, grande interessada na entrega da Carris e no fim da histórica vanguarda da Companhia.

A frente parlamentar em defesa da Carris também esteve presente, assim como outros movimentos e apoiadores. No total a assembleia reuniu mais de 500 pessoas.

O estado de greve da categoria é uma decisão tomada no marco de fortes greves de municipários, trabalhadores em educação do estado e outros servidores estaduais, como os da Procergs. A força da unidade de todas essas categorias em luta pode derrotar Sartori e Marchezan.

A agenda completa de atividades deve ser divulgada nos próximos dias. Além das atividades encaminhadas na assembleia, os rodoviários também construirão blocos nas manifestações da greve dos municipários e professores.




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