Economia

ECONOMIA

Em agosto deste ano, o PIB caiu 0,91%

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

sexta-feira 21 de outubro| Edição do dia

A economia brasileira não só continuou no terreno negativo como aumentou o ritmo de queda em agosto, de acordo com informações divulgadas nesta quinta feira pelo Banco Central. O chamado Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br é um indicador para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto, que é divulgado pelo IBGE. Em agosto de 2016, o PIB caiu 0,91% comparado a julho.

A queda em agosto foi a maior em 15 meses, ou seja, desde maio de 2015, quando o IBC-Br havia registrado queda de 1,02%. Em 2016, o indicador caiu em quase todos os meses, com exceção de abril e junho. A equipe econômica do governo golpista afirma que em 2017, o PIB tenha uma alta de 1,6%.

Comparando com o mesmo mês de 2015, a queda do IBC-Br em agosto foi ainda maior: chegou em 2,72%. Neste caso, a comparação foi feita sem ajusta sazonal, pois considera períodos iguais. Com ajuste sazonal, a queda aumenta para 4,43%. Os bancos do Banco Central mostram que, nos oito primeiros meses deste ano, o indicador registra contração de 4,98% na atividade. Com ajuste, a retração de 5,42%.

Já no acumulado dos 12 meses até agosto, o indicador teve queda de 5,48% sem o ajuste sazonal, e de 5,60%, com o ajuste.

Ao contrário do que a direita golpista afirma, estes dados provam que as medidas impopulares vão fazer com que a crise econômica que o país está passando se aprofunde cada vez mais. A saída que Temer pode dar para crise que o Brasil está passando é tomando medidas que aumentem a taxa de lucro dos grandes empresários e banqueiros. E pra fazer precisa atacar os trabalhadores e os setores populadores da sociedade.

Somente os trabalhadores podem dar uma resposta de fundo a crise econômica que o Brasil está passando. Qualquer saída que os grandes empresários e banqueiros apresentem para a crise econômica é bastante frágil e a tendência é que tenhamos crises muito mais profundas no futuro. Para os trabalhadores, a saída dos ricos apenas pode representar demissões, precarização do trabalho e da vida.

Infelizmente a CUT e a CTB não contribuem para que os trabalhadores junto com os setores populares da sociedade consigam dar esta saída independente. Estas centrais sindicais estão ligados a oposição moderada do PT e PCdoB e seguem a orientação de Lula para não incendiar o país. Estes partidos sufocam a luta contra o golpe e os ajustes, porque querem mostrar para os ricos que ainda são uma alternativa viável.

É preciso que estas centrais sindicais rompam com esta paralisia e coloque em pé um plano de luta para derrubar o governo de Temer e barrar as medidas impopulares, se apoiar na luta da juventude que resiste em todo país é o primeiro passo. Para nós, a única saída que os trabalhadores podem oferecer perante a crise econômica é através de uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana imposta através da luta dos trabalhadores e setores populares da sociedade. É preciso fazer com que os grandes empresários e banqueiros paguem pela crise econômica taxando as grandes fortunas, criando uma lei contra as demissões e expropriando todas as empresas que demitirem e colocando sob controle dos trabalhadores.




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