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Em absurdo projeto Bolsonaro permite uso de agrotóxicos e transgênicos em terras indígenas

Na última quinta-feira (6) Bolsonaro encaminhou ao congresso um absurdo projeto de lei que pretende regulamentar a exploração de terras indígenas.

sexta-feira 7 de fevereiro| Edição do dia

Um projeto reacionário que visa a destruição de terras indígenas em função dos interesses do agronegócio e da mineração, que como já vimos ao longo do ano passado com as queimadas na Amazônia e o desastre de Brumadinho, estão dispostos a promover todo tipo de destruição do meio ambiente e de vidas em troca do aumento de seus lucros.

O projeto para além de permitir a exploração em terras já ocupadas por indígenas, também autoriza o plantio de transgênicos em tais espaços, ação que era proibida desde 2007 pelos danos ambientais que pode causar.

Em 2018, o Ibama já havia multado associações que utilizavam do uso de sementes geneticamente modificadas, o que mudou após o ministro do meio-ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles – que nada se importa com o meio-ambiente, mas sim com o lucro do agronegócio e da mineração – nomear um novo presidente do Instituto.

A medida, para além de prejudicar e modificar geneticamente o solo, ação que pode afetar gravemente a flora e a fauna da região, faz com que indígenas sejam obrigados a comprar sementes transgênicas e agrotóxicos, já que inviabiliza seu plantio tradicional.

O governo numa pretensa demagogia em relação ao absurdo projeto, tem um discurso de que os indígenas serão ouvidos, no entanto, não terão poder de veto sobre o projeto, já que os interesses econômicos do agronegócio importam mais para Bolsonaro do que a vida daqueles que já ocupam as terras por milhares de anos.

Uma série de ambientalistas e defensores dos direitos indígenas já alertaram sobre os perigos desse projeto, que afetará inclusive aqueles indígenas isolados, já que os limites estabelecidos para a exploração das terras, será feito pela FUNAI.
Para além de atividades exploratórias destinadas ao agronegócio e a mineração, o projeto também prevê o uso das terras para construçaõ de hidrelétricas, turismo e uma série de outras atividades, que vão interferir diretamente nas vidas daqueles que ocupam e vivem no local, que já sabemos que por milhares de anos tiveram suas terras confiscadas, e que agora, com o governo Bolsonaro, tem visto sua situaçao já extremamente crítica, piorar, com um aumento do número de mortes de indígenas desde 2011.




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