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CRISE DOS COMBUSTÍVEIS

Em Santo André, empresários do transporte se beneficiam de bloqueio dos transportes

A situação do transporte em Santo André mostra como os donos de empresas de transportes de cargas rodoviárias e também empresas que mantém transporte público estão usando a injúria popular contra o aumento nos combustíveis e a energia dos caminhoneiros para interesses exclusivos.

sexta-feira 25 de maio| Edição do dia

Nas cidades do ABC e quase que em todo estado de São Paulo, houve abusivo aumento nos valores das tarifas do transporte público e quase todos com as mesmas justificativas pelos poucos donos dessas empresas, o valor do Diesel, salários de funcionários e aumento nos tributos, que esses donos alegam que estão tendo prejuízos, mas que não largam de prestarem serviços, ainda que ruins para municípios, que repassam valores altíssimos para manter sempre as mesmas empresas e custear as gratuidades para as empresas aumentarem seus lucros.

Empresas de ônibus que sujeitam os motoristas a trabalharem por 3, sim 3, pois ele dirige, trabalha no lugar do antigo cobrador, função esta que causou milhares de desempregados e de forma mentirosa de empresários e sindicatos do setor, pois diziam que estes funcionários seria realocados para setores de manutenções, mecânica, elétrica e até mesmo que iriam aumentar as linhas e alguns seriam capacitados para dirigirem os ônibus também. Não foi o que aconteceu, número de desempregados aumentou e muito nas garagens de ônibus e para piorar ainda mais, hoje motoristas sobrecarregados com trânsito caótico e horários cada vez mais apertados, também porquê, as promessas de políticos que assumiram prefeituras não fizeram investimentos em pavimentações de vias e muito menos em transporte públicos, mas muitos se elegeram e continuam se elegendo levantando esta bandeira de melhorias no sistema publico de transporte, mas sempre sobra para o trabalhador ser sugado e a vez foi a dos motoristas de ônibus, que fazem também a função de cobrar, mas e a terceira função? Sim, é a de quando há cadeirantes e gratuidades em geral, desde estudantes, deficientes visuais e físicos, além dos idosos, que segundo a Constituição federal, leis estaduais e municipais, maiores de 65 anos não pagam passagens, são isentos, mas em algumas cidades do ABC, como Santo André administrada pelo nas mãos de Paulinho Serra, obriga os idosos a fazerem uma carteira de passe livre do idoso, dizendo que é para cadastrar e melhorar o tratamento destas pessoas dentro dos coletivos, mas na verdade o interesse são dos empresários do setor de transporte de coletivos, que assim podem registrar melhor o número de idosos que são obrigados a usarem de um transporte inadequado para eles e todos que se espremem diariamente dentro de coletivos velhos, cheio de irregularidades, defeitos. E os motoristas não recebem nenhum beneficio por dirigirem, cobrarem(se der diferença no caixa, os motoristas-cobradores pagam) e fiscalizarem as gratuidades à mandos dos patrões que pela mais valia brutal, sempre estão lucrando e muito nas costas da classe trabalhadora.

Uma mostra que a greve é de interesse patronal, nas garagens não havia mais Diesel, mas os empresários colocaram seus ônibus para abastecer em postos de combustíveis particulares de redes e dizendo que seria para atender a população nos dias de paralisação dos caminhoneiros, mas garantindo seus lucros, pois menos ônibus nas ruas, maior demanda de usuários, pois muitos deixam seus carros e usam o transporte público já sobrecarregado. Inclusive os ataques ainda virão maiores para usuários, pois a possibilidade de trocas dessas frotas nem se leva em discussão, mas reformas de terminais de ônibus estão sendo discutidas em Santo André e sempre nós da classe trabalhadora que sofreremos as consequências deste sistema capitalista que mesmo em crise, acha meios de se impor, agora colocando os trabalhadores contra os trabalhadores e infelizmente se não lutarmos pela independência da classe trabalhadora, seremos esmagados por nós mesmos e a mando de poucos mandatários capitalistas, como o imperialismo estadunidense por exemplo.

Veja também: Acordo com o governo garante subsídios aos patrões e deixa de lado gasolina e gás de cozinha




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