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PORTO ALEGRE

Em Porto Alegre a REDE votou a favor da extinção dos cobradores

A REDE Sustentabilidade, partido no qual o PSOL debate uma possível aliança para as eleições em Porto Alegre, no início desse ano articulou para aprovar um dos ataques do Marchezan que resultaria na demissão de mais 3,6 mil rodoviários da cidade.

quinta-feira 10 de setembro| Edição do dia

Segundo matéria do Brasil de Fato, o PSOL em Porto Alegre está debatendo com a REDE Sustentabilidade sobre a possível coligação para eleições municipais desde ano. A matéria diz que o PSOL "busca ainda apoio da REDE". Deixando em aberto que existe a possibilidade de coligação. Nesse texto aqui fizemos um debate sobre o porque era um erro um partido de esquerda com o PSOL se coligar com um partido burguês que até a pouco liderava todos os ataques que Marchezan quer descarregar nos trabalhadores dentro da Câmara.

Como havíamos desenvolvido em nosso outro texto: 5 motivos para o PSOL não se coligar com a REDE em Porto Alegre, mostramos um dos principais ataques que a REDE estava envolvida para descarregar nos trabalhadores.

No início do ano, Marchezan preparou um pacote de ataques no qual pretendia demitir mais de 3,6 mil rodoviários, extinguindo o cargo de cobrador. O projeto havia sido apresentado por Mauro Pinheiro, líder do governo na Câmara, e que recentemente saiu da REDE. Mauro Pinheiro havia sido apelidado pelos rodoviários de "Mauro Dinheiro", por ser bastante ligado aos empresários e estava a serviços de seus interesses para atacar os trabalhadores. Os rodoviários que realizaram protestos em frente a Câmara durante as sessões jogavam moedas em cima em Pinheiro quando ele chegava, e em uma das vezes ele foi flagrado pulando o portão para fugir dos trabalhadores e pode entrar sessão.

A REDE tentou articular junto com outros partidos golpistas como PSDB, MDB, DEM, NOVO, entre outros para garantir votos suficientes e aprovar esse ataque, mas não conseguiram. Isso porque os rodoviários responderam com luta. Realizando uma mobilização na frente da Câmara e dentro da sessão colocando uma forte pressão para os parlamentares não votarem o pacote. Uma mobilização importante da categoria, que se não tivesse existido certamente Marchezan teria saído vitorioso nessa batalha. Foi a força da categoria que impôs ao sindicato que estivesse presente nas galerias, apesar de não ter organizado a resistência nas garagens, com reuniões de trabalhadores e iniciativas de mobilização.

O mesmo partido que o PSOL está discutindo de se coligar era líder do governo Marchezan e inimigo direto dos rodoviários. Além de ser um partido qie apoiou a extinção da IMESF, apoiou o Golpe Institucional, a prisão arbitrária de Lula, e inúmeros outros ataques e medidas autoritárias.

Hoje, a campanha pela readmissão do Digão enche as redes sociais de fotos em apoio. Os rodoviários estão dando um importante exemplo de luta contra essa demissão política. Enquanto isso o PSOL segue o caminho oposto, buscando aliança com nossos inimigos.

Hoje haverá convenção partidária para que se decida sobre o caso. Chamamos ao conjunto dos trabalhadores, de jovens, das mulheres, negros e LGBT’s a repudiar essa aliança e não permitir que o PSOL se alie a um partido que ajudou Marchezan governar e com posições reacionárias para o pleito de 2020.




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