Entrevista Haddad

Em NY, Haddad especula sobre neoliberalismo de Bolsonaro, sem propor qualquer plano de enfrentamento

Mantendo sua linha de paralisar o movimento de massas, Haddad dá entrevista em Nova York em que prefere tentar especular sobre supostas melhorias econômicas do governo Bolsonaro do que propor uma mobilização concreta para enfrentar os ataques que virão.

quarta-feira 28 de novembro| Edição do dia

Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução Facebook

Seguindo a mesma linha de sua entrevista anterior Haddad faz mais uma entrevista em que não fala de nenhuma medida de luta para enfrentar Bolsonaro.

Nessa nova entrevista Haddad inclusive prefere falar sobre as possibilidades de um governo Bolsonaro melhorar a economia:

Temos que nos prevenir: ele vai adotar o neoliberalismo radical. Em primeiro lugar gera um fluxo de caixa muito importante e dá fôlego, com a venda de ativos estatais, o que ocorreu com o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com venda de estatais, o que bancou a sobrevalorização do câmbio por quatro anos. Vamos ter crescimento em 4 anos porque estamos há 4 anos sem crescer e isso vai dar um respiro para o governo.

Quanto a nomeação de Moro para o Ministério de Justiça, Haddad achou que apenas que "Não é comum uma pessoa deixar de ser juiz para ser ministro do atual governo". Sua maior crítica foi dizer que Bolsonaro ter batido continência para John Bolton, acessor de Trump, era “indevido”.

Seguindo sua linha, o PT quer fazer uma oposição comportada, tentando seguir a mesma estratégia que adota desde o golpe, ou seja, buscar fazer uma oposição parlamentar, confiando no “senso democrático” das instituições. Estratégia essa que se mostra totalmente impotente, como podemos ver.

O único caminho capaz de barrar Bolsonaro é através da luta de classes. Para isso é necessário que as centrais sindicais como a CUT e a CTB convoquem e construam ativamente grandes mobilizações ativas em um plano de lutas que incluam não apenas os trabalhadores de seus sindicatos, mas também os setores não sindicalizados e os desempregados! Além disso, nós do MRT, que impulsionamos o Esquerda Diário, buscamos construir uma força anti-imperialista da classe trabalhadora que faça com que os capitalistas paguem pela crise que eles mesmo causaram!




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