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Em Maceió, trabalhadores da saúde fazem ação relembrando 50 mil mortos pela Covid-19

Neste domingo, 21, trabalhadores da saúde de Maceió-AL, fizeram ação em homenagem aos mais de 50 mil mortos pela Covid-19 e contra todo negacionismo de Bolsonaro em relação a pandemia.

domingo 21 de junho| Edição do dia

Médicos e enfermeiros fizeram ação em frente a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) exibindo 50 cruzes, cada uma representando mil mortos pela Covid-19, muitos desses trabalhadores da saúde que também estão se infectando e morrendo. Alagoas já registra 866 mortes pela Covid e mais de 27 mil casos confirmados.

A ação foi organizada por diversas entidades da saúde e também reivindicou o SUS contra os ataques à saude. O grupo listou 11 razões para a manifestação e repudiou as declaração de Bolsonaro contra os trabalhadores da saúde que incentivam inclusive agressões e invasão de hospitais.

Além disso também se colocaram a favor das manifestações por justiça à juventude negra que vem tomando o mundo e que são justamente os negros os que mais morrem pela Covid. Veja abaixo essas e outras reivindicações da manifestação que foi divulgada em carta:

1- Em solidariedade às famílias, amigos e colegas de profissionais de saúde que morreram por COVID-19;

2- Para alertar que a maior parte das mortes por Covid-19 em nosso país são evitáveis, caso o Governo Federal não tivesse uma posição genocida frente à pandemia;

3- Contra a intervenção militar do Ministério da Saúde, que vem comprometendo sobremaneira o trabalho técnico frente à pandemia;

4- Contra as declarações do presidente da República, hostis aos profissionais de saúde, incentivando agressões a trabalhadores de saúde em seu ambiente de trabalho;

5- Contra o silêncio e cumplicidade das entidades médicas, especialmente o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), frente às posições do Governo Federal. Além disto, nem mesmo nos sítios eletrônicos dessas entidades conseguimos saber quantos e quais os colegas médicos perderam a vida;

6- Por segurança no ambiente de trabalho dos profissionais de saúde. Demandamos mais Equipamentos de Proteção individual (EPI), e a reorganização de processos de trabalho, por gestores na saúde pública e empresas de saúde, que possibilitem menores impactos da exposição à doença ou ao stress produzido pela pandemia;

7- Pelo apoio a Campanha Leitos Únicos - Vidas Únicas, que garanta para toda a população fila única de acesso às UTI a partir do SUS, tanto nos serviços públicos como na saúde suplementar;

8- Pelo aporte adequado de financiamento do Sistema Único de Saúde. Pela supressão da Emenda Constitucional 95 (EC- 95), que congela gastos em saúde pública por 20 anos. O SUS salva vidas!!!

9- Vidas Negras Importam – total solidariedade à população negra de nosso país, maioria do povo brasileiro, minoria nos espaços de representação institucional e que vem sofrendo especialmente junto às áreas de maior vulnerabilidade social os impactos da pandemia em curso;

10- Contra a Portaria MEC nº 544, de 17 de junho de 2020, que estabelece a possibilidade da realização de estágios curriculares dos cursos da área de saúde em caráter on line e de forma remota. Além do descaso com as medidas de saúde pública, o Governo Federal vem reforçando seu descaso também com a educação de qualidade e com a formação dos profissionais da área da saúde com mais um ataque;

11- Contra a perseguição de quadros técnicos do Ministério da Saúde, frente às denúncias que vem sendo vigiados nas redes sociais e na vida privada após a intervenção militar em curso do Ministério da Saúde, remontando práticas dos tempos de arbítrio que o país viveu em períodos ditatoriais.

Ações como essas também aconteceram em Brasília e São Paulo hoje, o que mostra que os trabalhadores que são linha de frente de responder a crise da Covid-19 estão dizendo basta à política totalmente negacionista de Bolsonaro, mas também a falta de alternativa à ela, como estamos vendo dos setores que se dizem oposição a Bolsonaro, como STF, governadores, Maia, mas que também não garantem o mínimo para que esses trabalhadores possam trabalhar com segurança.

Nós do Esquerda Diário nos colocamos lado a lado com cada trabalhador da saúde na luta por mais testes, epis, contratações, além de todas as medidas sanitárias para responder a crise e defendemos que só os trabalhadores podem responder essa crise, lutando por melhores condições de trabalho e também por um SUS 100% estatal e que seja gerido pelos trabalhadores e população, além de enfrentar esse governo que é responsável por tantas mortes lutando por Fora Bolsonaro e Mourão.




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