Economia

GOVERNO BOLSONARO

Em Davos, Paulo Guedes anuncia Reforma da Previdência mais dura que a proposta por Temer

Nesta quarta-feira (23), na cidade de Davos, onde está acontecendo o Fórum Econômico Mundial, o ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, apresentou proposta de Reforma da Previdência que seria mais dura que a proposta de Michel Temer, derrotada nas ruas em 2017.

quinta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

A intenção do governo é empurrar nas costas dos trabalhadores a conta da crise e fazer render 60% a mais do que a proposta que o golpista Michel Temer tentou aprovar em 2017, sendo rechaçado pela população e tendo sofrido um dia de greve geral contra sua proposta de reforma.

Temer tentou aprovar no Congresso um pacote de ajustes que economizaria ao governo cerca de 800 bilhões de reais em um período de 10 anos, mas após sofrer alterações a medida economizaria o valor de 480 bilhões no mesmo período. A nova estruturação proposta por Bolsonaro e a equipe de governo presente em Davos, pretende arrecadar cerca de 1,3 trilhões de reais no mesmo período.

Toda "economia" com a previdência dos trabalhadores é na verdade uma condenação a que trabalhem mais anos, morram sem se aposentar e ganhem aposentadorias de miséria. Tudo isso para o governo seguir dando isenções fiscais bilionárias a grandes empresas e pagando a eterna dívida pública que enriquece banqueiros e especuladores estrangeiros e nacionais.

Além dos privilégios dos políticos, juízes e militares, que ganham salários altíssimos a vida toda e se aposentam mais cedo e com valores muito superiores a qualquer trabalhador.

Animados com o grau de ataque à previdência dos trabalhadores, os investidores receberam com otimismo esta sinalização do governo brasileiro, interrompendo um período de altas consecutivas do dólar sobre o real e fechando, nesta quarta-feira, o Ibovespa com pontuação recorde.

Sobre a reforma da previdência, Bolsonaro também comentou em entrevista concedida à agência de notícias Bloomberg, que para os militares a reforma da previdência somente acontecerá em um segundo momento, mais uma concessão de Bolsonaro àqueles que o apoiam e que também têm uma aposentadoria cheia de privilégios.

Outro ponto sinalizado por Guedes, mostra a servidão do governo brasileiro aos planos nefastos do imperialismo, a intenção de privatizar em um período de 3 a 5 meses mais de 50 estatais, o que poderia render cerca de 75 bilhões de reais somente neste ano.

Em relação ao imposto de renda cobrado das empresas, Guedes aponta que o plano do governo é reduzir a alíquota de 34% para 15%, favorecendo ainda mais o lucro dos empresários.

Nós do MRT, que impulsionamos o Esquerda Diário, propomos uma resposta para a que a crise seja paga pelos capitalistas, capaz de garantir ao conjunto de trabalhadores e aposentados uma aposentadoria integral, no valor de um salário mínimo estipulado pelo DIESSE, calculado em R$ 3.658,39, sem contribuição financeira ao longo dos anos de serviço (e abolindo qualquer projeto de "capitalização da previdência" ou previdência privada).

Para isso lutamos pelo não pagamento da dívida pública, pois cada centavo poupado com a aposentadoria do trabalhador, ou mesmo arrecadado com a privatização da Petrobras, Correios, e outras empresas públicas, como Bolsonaro propõe, irá diretamente para o pagamento dessa dívida fraudulenta. Ela que já foi paga inúmeras vezes, tem servido para nada mais que engordar os bolsos de especuladores internacionais, magnatas sanguessugas das riquezas geradas pelo trabalho da maioria da população.




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