Educação

GREVE DOS PROFESSORES

Em Canoas, professores e estudantes fazem ato em apoio à greve contra o pacote de Leite

No final da tarde de hoje (25), professores e estudantes saíram às ruas para protestar contra o pacote de ataques do governador Eduardo Leite aos servidores gaúchos.

terça-feira 26 de novembro| Edição do dia

Nesta segunda-feira, houve uma caminhada luminosa e conversa com a Comunidade Clotilde Batista, localizada na região de Canoas (RS). A caminhada foi da Escola Clotilde Batista até o Colégio Marechal Rondon e contou com a presença de professores e alunos das escolas da região de Canoas que participam e apoiam a greve dos professores estaduais contra o pacote de ataques cruéis de Leite.

Os professores e trabalhadores da Educação do Estado estão em greve desde o dia 18 de novembro contra o Pacote de ajustes neoliberais que Eduardo Leite encaminhou para ALERGS que irá atacar diretamente os direitos dos trabalhadores do funcionalismo público gaúcho. Entre os ataques que estão por vim está que mexerá com o plano de carreira dos professores, redução das férias remuneradas para 30 dias, sem reajuste salarial por tempo indeterminado, ataque direto ao direito dos servidores se organizar sindicalmente, entre outros.

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A greve está ficando forte, já contando com dezenas de milhares de escolas paralisadas totalmente e parcialmente. Mas é necessário de massificar cada vez mais. Uma greve de vanguarda, sem ativismo da base dos professores, não vai permitir angariarmos força suficiente para barrar o pacote. Por isso é necessário que os educadores se auto-organizem nos locais de trabalho, seguindo os mesmos exemplos de auto-organização como vem ocorrendo no Chile para barrar os ataques de Pinera contra o povo chilenos, a fim de organizar nossa luta. A direção central do CPERS, até agora, aposta em ser feita uma “greve de pressão” a fim de negociar um ou outro ponto do pacote de Leite. Os direitos dos trabalhadores são inegociáveis, somente através da luta de classes que os professores podem barrar os ataques do governo. Por isso é necessário se apoiar na luta de classes que vem ocorrendo em todo o continente e que esse espírito contagia os professores gaúchos, bem como os estudantes e as comunidades escolares. É preciso sair às ruas e ganhar a população gaúcha para derrotar Leite e impedir a aprovação desse draconiano pacote.

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