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CAMPINAS

Em Campinas, trabalhadores da Replan e da construção civil lutam em defesa da aposentadoria

Na manhã desta segunda, 19, os trabalhadores da refinaria REPLAN e da construção civil do Laboratório Sirius se mobilizam em protesto e aderiram ao dia nacional contra a Reforma da Previdência convocado pelas centrais sindicais.

segunda-feira 19 de fevereiro| Edição do dia

O Sirius é um laboratório de alta tecnologia que está sendo construído pelo governo do Estado de São Paulo, junto ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais para ser referência mundial na tecnologia de síncontron. Os trabalhadores da construção civil paralisaram as obras nessa manhã para aderir ao dia de luta contra a Reforma da Previdência.

A REPLAN é a maior refinaria da Petrobrás em termos de produção e fica localizada em Paulínia, na RMC. Como parte da mobilização, os trabalhadores atrasaram a entrada no trabalho.

Diversos professores de escolas da cidade que compõem o Movimento Nossa Classe Educação, que lutam contra a precarização das escolas imposta pelo governo Alckmin, também tiveram suas atividades paralisadas no dia de hoje e foram até o laboratório se solidarizar com os trabalhadores em mobilização.

Também estudantes secundaristas e universitários, alguns que são parte da juventude anticapitalista Faísca, foram até o Laboratório em obra e à Refinaria para se solidarizar e conversar com os trabalhadores nessa manhã.

No vídeo, Vitória Camargo, estudante da Unicamp e membra do Centro acadêmico de Ciências Humanas, se solidariza com os trabalhadores paralisados:

O professor da rede pública e ex-candidato a vereador pelo PSOL, Danilo Magrão, comentou “Viemos em vários professores e estudantes nos solidarizar e somar aos trabalhadores REPLAN que aderiram ao dia de paralisações contra a Reforma da Previdência porque, porque assim como estes trabalhadores, nós não aceitamos que nosso direito básico de aposentar com dignidade seja retirado. Mais que isso, hoje o país vive uma escalada da repressão e ataques aos direitos democráticos, com juízes autoritários decidindo o poder de voto da população e agora com a intervenção federal no Rio de Janeiro, que pode servir de laboratório para todo o país. Mas não vamos aceitar, estamos mostrando nossa indignação e as centrais sindicais devem deixar de moleza e convocar uma forte greve geral nacional. Só com a nossa força nas ruas e paralisando o país é que vamos derrotar esse governo golpista e as reformas dos capitalistas.”




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