Em Campinas, professores tomam as ruas e dão aula de como lutar contra a reforma da Previdência

Mais de mil professores paralisaram hoje suas atividades em Campinas-SP contra a reforma da previdência de Bolsonaro, atendendo ao chamado de um dia nacional de paralisação nesse 22 de março. Deram uma aula às burocracias sindicais de como lutar contra esse enorme ataque a nossa classe.

sexta-feira 22 de março| Edição do dia

Mais de mil professores paralisaram hoje suas atividades em Campinas-SP contra a reforma da previdência, atendendo ao chamado de um dia nacional de paralisação nesse 22 de março. Os professores das escolas estaduais de SP pararam massivamente, com uma lista de escolas com paralisação total, como divulgamos aqui nessa nota.

As escolas do município paralisaram contra a vontade de sua direção sindical, o PSB e a CTB, que em assembleia propuseram apenas uma mobilização simples, que ia contra a gana de luta dos professores que sabem que a reforma significa muitas perdas para a sua categoria e as famílias de seus alunos.

Uma professora, por exemplo, que hoje se aposenta com idade mínima de 50 anos, pode chegar a entregar 10 anos de sua vida ao patrão com a reforma da previdência. Isso sem falar no sem número de outras perdas, como salarial, com uma média de salário da reforma que contabilizaria mesmo os piores salários como parte do cálculo, o que hoje não ocorre. Na atual previdência, contabilizam para o cálculo da aposentadoria apenas os salários mais altos da carreira do trabalhador, o que mesmo assim gera perdas salariais importantes.

Os atos de professores municipais e estaduais se unificaram no Largo do Rosário, onde a professora Livia Tonelli, do Movimento Nossa Classe, saudou a iniciativa de todas e todos os professores, que hoje mostram um caminho para a luta nacional de toda a classe trabalhadora, e dão uma aula à burocracia sindical da CUT e da CTB, que seguem numa forte paralisia, incapazes de canalizar em luta e resistência a revolta que existe em todas as categorias de trabalhadores espalhadas pelo país.

É preciso que as centrais rompam sua paralisia e construam um verdadeiro plano de lutas, que generalize a experiência dos professores em Campinas e faça uma forte paralisação nacional contra a reforma da Previdência.

Veja o vídeo da Profª Lívia:




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