LAVAGEM DE DINHEIRO

Em 9 anos, paraísos fiscais movimentaram cerca de 1,6 bilhão de dólares com lavagem de dinheiro

Operações ilegais de lavagem de dinheiro movimentaram cerca de US$ 1,6 bilhão em 9 anos. Os paraísos fiscais mais buscados são bancos chineses e suíços.

segunda-feira 2 de julho| Edição do dia

Documentos entregues por delatores da Operação Câmbio, desligo, que é um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, mostram que 35 doleiros movimentaram milhões de dólares por meio de 260 offshores com contas abertas em 97 bancos espalhados por 29 países. Essas offshores são empresas e contas bancárias abertas em territórios que tem menor tributação, comumente chamadas como "paraísos fiscais", sendo vitais para a ocultação de crimes de corrupção.

As transações foram feitas por meio do sistema financeiro paralelo comandado por Dario Messer, que está foragido da justiça desde então, considerado o "doleiro dos doleiros". Ainda não é possível mensurar o valor total que passou pelas offshores, mas, segundo o MPF, o grupo de doleiros teria movimentado US$ 1,6 bilhão entre 2007 e 2016.

A China é o maior paraíso fiscal dos doleiros: além de 42 contas sediadas na China, o MPF encontrou outras 59 em bancos sediados em Hong Kong, que é uma região administrativa chinesa. O segundo país mais procurado para lavagem de dinheiro é a Suíça, que tem 56 contas e em terceiro lugar está os Estados Unidos, com 38 offshores com contas abertas em bancos do país.

No campo dos bancos brasileiros, os líderes são o Itaú, que lucrou R$6,28 bilhões só no primeiro semestre de 2018 no Brasil, e o Bradesco. As offshores Amber Corp e Eternal Legend aparecem no material apresentado pelos delatores como beneficiárias de contas no Banco Itaú Europa.

A financeirização no capitalismo é mais um dos recurso que a burguesia utiliza para ocultar suas riquezas, saquear países através do pagamento da dívida pública, que retira da população os direitos básicos de educação e saúde para entregar montantes trilhonários para imperialistas. As operações contra corrupção se mostram cada vez mais falhas, uma vez que livram a cara de dezenas de empresários e políticos, assim não há combate consequente a corrupção sem combater o capitalismo e seus segredos comerciais.

Com informações da Agência Estado




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