Em 24h casos suspeitos chegam a mais de 8.000. É necessário testes massivos, já

O governo tem que garantir desde condições mínimas até as mais complexas em relação a proteção e tratamento contra o coronavírus.

quarta-feira 18 de março| Edição do dia

Nesta quarta-feira (18/03), os mais de 8.000 casos suspeitos de coronavírus no Brasil demonstram um aumento de 347% em 24h, de acordo com o G1. O que não está por fora do descaso e do fato de que a quarentena, como uma das poucas atitudes do governo, não vai por si só contribuir para que realmente a pandemia não atinja fortemente a população e que esta não sofra.

O Ministro da Saúde e os secretários à nível estadual vem colocando o peso das atitudes individuais como principais formas de contenção da expansão do vírus no país, a população mais pobre segue sofrendo e sofrerá as futuras consequências da pandemia no país. O governo não está colocando os mecanismos suficientes para acompanhar o desenvolvimento do vírus e com isso reduzir as possíveis consequências pra classe trabalhadora de conjunto.

Nesse momento, a pandemia é potencializada por anos de sucateamento da saúde, de transportes lotados, de preços de produtos básicos para necessidades naturais como alimentação estão custando mais caro no bolso do trabalhador, como consequência da crise econômica e social que o país enfrenta há alguns anos.

Como pode-se ver através dos testes para a infecção do coronavírus, em que a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta segunda recomendou a sua realização em massa, porém continuam sendo oferecidos apenas para pessoas que apresentam sintomas graves da doença, conforme decisão do Ministério da Saúde, o que mantém a circulação do vírus sem nenhum impacto efetivo.

O coronavírus vem colocando em cheque toda a condição precária que principalmente quem é pobre e morador das favelas vem vivendo diante das consequências do descaso para com a população e enquanto os bancos e grandes empresas continuam recebendo e manuseados para seu livre funcionamento através do dinheiro e trabalho da própria população que amarga nos ônibus lotados e hospitais com leitos insuficientes. Assim, Guedes (ministro da economia) segue sistematicamente priorizando a vidas dos bancos e empresários.

O governo tem que garantir desde condições mínimas até as mais complexas em relação a proteção e tratamento contra o coronavírus. A população não pode seguir pagando por essa crise e por isso desde já testes rápidos têm que ser disponibilizados massivamente a população, 3.200 novos leitos de UTI com assistência respiratória disponibilizados e contratação de todo pessoal necessário para o enfrentamento da pandemia (médicos, enfermeiras). Acompanhado pela utilização de todos os recurso necessários voltados para a saúde de toda a população.




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