Sociedade

MARIELLE FRANCO

Eleitor de Bolsonaro faz piada comparando Marielle Franco à cadela morta em SP

Dando continuidade à piada feita por um PM dias antes, o jovem criou uma enquete no Facebook com a seguinte pergunta: “Qual cadela fará mais falta?” seguido de uma foto de Marielle e uma da cadela.

sexta-feira 7 de dezembro| Edição do dia

Identificado na rede social como Henrique Lima, o apoiador de Jair Bolsonaro comparou Marielle Franco, alvejada no Rio de Janeiro em março deste ano por repudiar a intervenção federal que colocou o exército nas favelas do estado, à cadela espancada até a morte por segurança do Carrefour de Osasco (SP). Ele fez uma enquete na qual perguntava “Qual cadela fará mais falta?”, depois da repercussão, a conta do Facebook foi desativada.

A “piada” se tratava de uma continuidade de outra feita por um policial militar. Semana passada, na publicação de uma lanchonete que anunciava o lanche “Maria da Penha”, que fazia um trocadilho entre repolho roxo e olho roxo, o PM comentou dizendo que queria “o X-Marielle”.

Henrique Lima ainda chegou a fazer outras publicações satirizando a comoção nacional frente à morte da cadela em Osasco, questionando se os seguidores de Bolsonaro deixariam de apoiá-lo caso o segurança dele fizesse o mesmo.
O presidente eleito Jair Messias Bolsonaro é reconhecido pelo seu discurso de ódio contra LGBT’s, negros e mulheres, apesar disso, não poucas vezes se esquivou de qualquer responsabilidade quando seus eleitores – inspirados pelo seu discurso reacionário – praticam atos de violência ou emitem opiniões tão absurdas quanto as suas.

Eleito por meio de uma eleição manipulada do começo ao fim, Bolsonaro é o escolhido para passar cada ataque que a burguesia quer descarregar em nossas costas, desde já, busca legitimidade para fazer isso se apoiando em um discurso contra os setores oprimidos e anti-operário, encontrando apoiadores nos setores mais reacionários da sociedade.

É nojento que frente a um crime que a justiça burguesa – mesma que prendeu Lula arbitrariamente – se recusa a resolver há quase nove meses, surjam piadas como essa. A memória de Marielle e Mestre Moa, principais vítimas do ódio da extrema direita, não pode ser apagada, aqueles que morreram por se levantarem contra o retrocesso representado por Bolsonaro são a inspiração para que se siga lutando, por isso pedimos uma investigação independente para apurar os casos e por isso seguimos dizendo: Marielle, Anderson e Mestre Moa, Presentes!




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