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ELEIÇÕES SINTUSP

Eleição no SINTUSP expressa resistência contra a reitoria e governos

Com ampla participação nas eleições, os trabalhadores elegeram a Chapa 1 com 71,6% dos votos válidos

sexta-feira 25 de novembro| Edição do dia

A eleição da gestão 2017-2019 da diretoria do Sintusp se deu em meio a um cenário de duros ataques da reitoria de Zago à universidade e aos trabalhadores, como um novo PDV e o desmonte da universidade, e ao sindicato em particular, como a ameaça de despejo de sua sede, com o objetivo declarado de eliminar a resistência que oferece a essas medidas. Tudo em sintonia com os ataques de Alckmin e Temer à educação e ao conjunto dos serviços públicos e dos trabalhadores.

Nesse contexto, a Chapa 1 – Sempre na luta – Piqueteiros e Lutadores, da qual participa o Movimento Nossa Classe, se apresentou com uma campanha de denúncia dos ataques da reitoria e desses governos, e um programa de organização dos trabalhadores pra lutar contra eles. Formada pelos mesmos setores que compõem a atual diretoria, mas com metade de seus integrantes novos, a chapa 1 combinou tradição e renovação. Com a participação de dois terços do total de sócios do sindicato nas eleições, foi eleita com 1565 votos, contra 621 votos da Chapa 2, e 63 brancos e nulos.

A chapa 2, formada por sindicalistas ligados ao PSOL e à Intersindical-Central e pelo MES/PSOL, fez uma campanha com um discurso de “renovação dos métodos” e contra a radicalidade, e um programa que não mencionava os governos Alckmin e Temer, nem seus ataques, nem fazia nenhuma proposta de luta contra a reitoria. Tiveram uma votação pouco maior da que receberam na última vez em que disputaram a eleição do Sintusp, há 6 anos atrás.

A vitória acachapante da Chapa 1 e do programa de luta contra esses ataques é uma expressão da vontade de resistência dos trabalhadores e um sinal claro para a reitoria da disposição e força que seguirá enfrentando.




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