EXTREMA-DIREITA

Efeito Bolsonaro: Pichações racistas, anti-haitianos e nazistas em Campinas

Em Campinas um imóvel e poste público foram utilizados para deixar mensagens de cunho racista, xenófobo contra haitianos e com os símbolos do nazismo. Em meio ao processo eleitoral atual no qual se destaca a ascensão de Bolsonaro, com sua campanha autoritária e opressora, é crescente o número de situações como essa, assim como de casos onde pessoas LGBTs, negras, mulheres e imigrantes estão sendo perseguidas e violentadas.

quinta-feira 11 de outubro de 2018| Edição do dia

Foto: Luciano Claudino/G1 Campinas

O imóvel e poste público pichados há menos de uma semana se encontram na região do Taquaral, próximo à Lagoa que é um dos cartões postais e área considerada nobre da cidade. Frases em inglês como “Back to Haiti” (Voltem para o Haiti), “White Pride” (Orgulho branco), também menções que remontam a grupos de agressores organizados nos EUA (“H88ligan”), além de símbolos que remetem ao nazismo, como o “88” (Posição da letra H no alfabeto, ou seja, “HH” em alusão ao Heil Hitler), a suástica e outros símbolos.

É repudiável esta ação de setores pró-nazismo e racistas, que não por um acaso se expressam justamente em meio ao processo eleitoral, numa eleição marcada pelo crescimento de Jair Bolsonaro, um representante da extrema-direita racista, que quer esmagar as mulheres, as pessoas LGBTs, os trabalhadores, indígenas, imigrantes e todas as suas organizações. A candidatura de Bolsonaro é porta-voz daqueles que querem destruir os direitos democráticos e sociais da população, por isso fortalece atos de ódio como essas pichações, além de ser diretamente responsável por agressões e até mesmo assassinato de pessoas que não concordam com sua ideologia, como foi com o mestre capoeirista Moa do Catendê na Bahia e espantosamente veio se mostrando nos últimos dias em muitos casos por todo o país.

A força dos trabalhadores e jovens negros, brasileiros e imigrantes, que não aceitam a extrema-direita racista e odiosa, precisa se somar com as mulheres, LGBTs e todos os setores que Bolsonaro com sua campanha quer atacar, criando nos seus espaços de trabalho e estudo comitês que organizem não só a auto-defesa, mas toda a revolta para sair às ruas e não se intimidar frente qualquer ameaça ou agressão. Com a força da nossa mobilização, rompendo com a passividade das burocracias dos sindicatos e movimento estudantil, podemos combater com nossos métodos de luta o projeto de país de Bolsonaro e dos capitalistas.




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