Eleições 2018

Eduardo Paes faz campanha com material com nome e foto de Bolsonaro

Candidato a governador do RJ, que durante o primeiro turno pediu votos para Haddad, agora faz campanha junto com Bolsonaro

quinta-feira 25 de outubro| Edição do dia

Eduardo Paes é um velho conhecido da população carioca. Tendo governado a cidade por 8 anos, implementou diversos ataques aos trabalhadores e população. Como um bom oportunistas, já rodou muitos dos partidos do “centrão”. Começou no partido que foi o sucessor do Arena, o PFL (atual DEM), sai para ir ao PTB, volta ao PFL, vai para o PSDB, depois para o PMDB e agora retorna a suas origens no DEM.

Durante sua prefeitura esteve o tempo todo aliado com o Cabral e Pezão, beneficiou diversas empreiteiras e empresas de ônibus, além de reprimir trabalhadores e a juventude, como em 2013 e na greve dos garis em 2014, além de diversas greves de professores.

Agora o mesmo está disputando o governo do estado do Rio, no segundo turno com Wilson Witzel. Assustados com Witzel, que está aliado com os setores mais reacionários como Bolsonaro e o PSL, tendo participado do comício em que a placa de Marielle foi quebrada, alguns setores progressistas viam o voto em Eduardo Paes como uma maneira de combater a extrema direita. Como viemos alertando, isso é uma grande ilusão, pois Eduardo Paes também seria um ótimo aliado de Bolsonaro caso esse ganhasse. Não precisou nem terminar a eleição para confirmar a veredicto. O candidato do DEM já está usando o nome e a foto de Bolsonaro em seus matérias de campanha.

Mesmo com Paes cinicamente dizendo que não estava a par do material, encomendado pelo PHS, nos bastidores da campanha seguem tentando ligar a imagem do ex-prefeito ao reacionário Bolsonaro. Apesar de cautelosos para não espantar votos da esquerda, a equipe de Paes lança mão de todas as formas, como os adesivos, para aproximar o ex-capitão e atrair votos bolsonaristas.

Por isso, nós do MRT e do Esquerda Diário reforçamos nosso chamado no RJ:

Vote nulo para expressar o mais amplamente possível o rechaço popular a esses carrascos e lutemos juntos por construir comitês de luta nos locais de trabalho e estudo para combater os governantes que virão nos atacar ainda mais, bem como para exigir que as centrais rompam sua paralisia e convoquem desde já um plano de luta, pois independente dos resultados eleitorais, estão preparando enormes ataques.




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