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PRIVATIZAÇÕES | Eduardo Leite quer seguir os passos de Sartori em privatizar estatais sem ter plebiscito

Dando continuidade ao governo golpista de Sartori, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) já está articulando como vender as estatais gaúchas CEEE, Sulgás e CRM, e quer colocar em pauta a PEC que tira a obrigatoriedade de ter plebiscitos para privatizações, e assim fazer com que os trabalhadores gaúchos continuem pagando pela crise.

terça-feira 6 de novembro de 2018 | Edição do dia

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), já está articulando uma estratégia para pode seguir seu principal plano de governo que é privatizar as estatais como a CEEE, Sulgás e CRM. Para isso, Leite pretende utilizar uma proposta de emenda à Constituição (PEC), para eliminar a necessidade de plebiscito para as privatizações.

Os articuladores do futuro governo do tucano já trabalham com duas hipóteses de aplicar de uma forma arbitrária: protocolar a PEC em janeiro ou pedir ao atual governador José Ivo Sartori (MDB) que antecipe o movimento vinculado o êxito da medida pelas mãos do governador a uma aliança entre as siglas na próxima gestão.

O deputado estadual do PSDB Lucas Redecker, disse que “o caminho mais rápido é tirar da Constituição a obrigatoriedade de consulta plebiscitária para encaminhar as privatizações”. O que os tucanos estão planejando em dar continuidade aos ataques draconianos que Sartori já vinha tentando aplicar, é de retirar a obrigatoriedade do plebiscito para que possa vender as estatais do Rio Grande do Sul de uma forma mais acelerada e que retire possíveis obstáculos.

A PEC 259, que tratava de retirar a obrigatoriedade do plebiscito, foi protocolada em novembro de 2016. O proposição enfrentou uma resistência de setores do Parlamento, ao passo que o governo jamais conseguiu formar maioria para colocá-la em plenário. Em maio de 2017, diante da inviabilidade da matéria, Sartori solicitou sua devolução através do Requerimento Comun 57. O arquivamento da absurda PEC ocorreu em 2 de junho de 2017. A partir de então, Sartori tentou aplicar as privatizações através do plebiscito, mas também não conseguiu aprová-las.

Como já era bem visível durante a campanha eleitoral, o programa de Eduardo Leite não se diferenciava em nada com o de Sartori, e muito menos em suas estratégias de tentar vender as estatais de forma arbitrária e antidemocrática. Querendo vender as empresas para favorecer os empresários e que o povo gaúcho fiquem pagando pela crise.

A saída para a crise do Rio Grande do Sul está na mobilização e no enfrentamento aos interesses dos capitalistas, dos políticos golpistas como Eduardo Leite e Sartori. Para que a crise seja paga pelos capitalista defendemos fim do pagamento da dívida pública, fim das isenções fiscais, confisco dos bens dos sonegadores e ocupação e estatização das empresas que ameaçarem a sair do estado fugindo dessas medidas. Isso só pode ser obra da mobilização e organização dos trabalhadores.




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