Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Editorial do Estadão: velhas mentiras para defender o fim do direito à aposentadoria

Escrito a mando dos empresários e de Temer o editorial do Estadão, como sempre, elucida sua transparente posição de classe. Mentiras e ataques para defender que não tenhamos mais direito à aposentadoria.

terça-feira 28 de novembro| Edição do dia

Foto: Ueslei Marcelino

O jornal Estadão publicou no dia de hoje um editorial sobre a reforma da previdência, argumentando sobre a necessidade de aprova-la com urgência. O texto acusa os beneficiários de serem uma casta que são contra a reforma por não querer perder seus privilégios.

Evidentemente o jornal da família Mesquita nem menciona que em boa parte do país as pessoas não chegam a viver 65 anos para fazer jus a aposentadoria que será toda nivelada por baixo, impondo o miserável salário mínimo a todos.

Para saber mais sobre a proposta de Temer leia: 5
Provas de que a nova reforma da previdência vai acabar com sua chance de se aposentar

Já no subtítulo da matéria: “A falácia do superávit do sistema previdenciário já ficou para trás. É imperioso, agora, desmistificar o discurso da ‘cassação dos direitos dos trabalhadores’” o jornal apresenta mentiras sobre a crise da previdência.

O editorial procura “desmistificar” a“falácia do superávit do sistema previdenciário” dizendo que na verdade há um déficit. O que ele não fala é que o relatório da CPI da previdência, apresentado por Hélio José (Pros-DF), demonstra que é uma mentira a falta de recursos e mostra ainda que empresas privadas devem cerca de R$450 bilhões para a previdência por não repassar as contribuições aos empregadores e por reter a parcela contributiva dos trabalhadores.

Leia mais: Relatório do Senado afirma que não há déficit na Previdência, e que Temer e Globo mentiam

O preço da dívida seria suficiente para pagar um ano de contribuição a todos os brasileiros, porem foi autorizado o calote de cerca de R$ 300 bilhões desse valor, equivalente ao orçamento de 20 anos de universidades federais.

Também leia: Empresas devem quase R$ 500 bi ao INSS, suficiente para um ano de aposentadoria para todos

O argumento usado pelo editorial de que a reforma deveria ser aprovada com urgência é de que, com esse “déficit”, em pouco tempo a previdência entraria em colapso e essa medida deve garantir que, no futuro, a população não fique sem aposentadoria. Se é essa, de fato, a preocupação do jornal, porque não cobram o pagamento dessas dívidas? Aparentemente não é esse o real interesse desse setor e sim, permitir que empresários continuem lucrando às custas dos trabalhadores.

Esses empresários sim que são os verdadeiros privilegiados e não os servidores públicos como afirma o editorial. O que o jornal tenta fazer, é nivelar por baixo, está saltitante com a reforma trabalhista que permite que alguém trabalhe e no final do mês ainda deva dinheiro! Quando o Estadão fala que esses servidores são privilegiados. Por terem certa estabilidade e um pouco mais de direitos conquistados em duras lutas, são chamados de casta que só querem manter seus benefícios. Casta são os bilionários e políticos (como Temer!) que o Estadão defende.

O que o governo golpista e as mídias burguesas querem é descarregar a crise nas nossas costas, enquanto isso, dívidas públicas são perdoadas, políticos recebem super salários e já estão aposentados como é o caso do próprio Michel Temer que se aposentou com 55 anos.

A resposta para a crise financeira no país não deve ser matar os trabalhadores de trabalhar e sim acabar com as regalias dos empresários que sonegam impostos e lucram com o fim de nossos direitos, bem como atacar os privilégios daqueles que os servem, os políticos. Acabando com os super salários e tantos outros privilégios para que todo político receba o mesmo salário que um trabalhador médio. Muito mais eficiente que “reformar” a previdência para garantir recursos é taxar as grandes fortunas e não pagar a dívida pública que compromete metade do PIB do país.




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