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EUA não vai apoiar Brasil na OCDE e Trump troca Bolsonaro pela Argentina

Em carta escrita pelo secretário do Estado dos EUA, afirma que o governo dos EUA não vai mais apoiar a entrada do Brasil na OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico). Mesmo após a declaração de Bolsonaro à Trump, "I love you", Trump volta atras e decide não apoiar Bolsonaro.

quinta-feira 10 de outubro| Edição do dia

O reacionário Trump havia afirmado publicamente que ajudaria na entrada do Brasil na OCDE, em março deste ano. De acordo com informação divulgadas pela empresa Bloomberg, o secretário de Estado, Mike Pompeo, teria negado o pedido de discutir a entrada do Brasil na organização, através de uma carta da qual teria tido acesso.

A OCDE é uma espécie de clube dos países mais ricos do mundo, concentrando os principais imperialistas do globo. É um dos lugares onde os estados fazem acordos comerciais para decidir sobre o rumo de uma boa parte da economia e medidas que visam ampliar o poder econômicos das grandes potências.

Bolsonaro tentou trocar o apoio dos EUA ao Brasil entregando ainda mais as riquezas do país ao imperialismo ianque. Uma das que foram adotadas pelo governo brasileiro foi de aumentar a quantidade de importações de etanol ao ano sem tarifa, beneficiando Trump (que muito comemorou).

Em meio a uma série de recentes crises e queda de popularidade de ambos, o governo dos EUA anuncia o apoio a Argentina para entrar na OCDE. Mas Bolsonaro continuará sendo fiel a Trump e continuar, mesmo depois de ter sido trocado pelo estado vizinho (neste caso).

Essa escolha pode estar diretamente ligada, com o resultado das eleições primárias na Argentina. No começo do agosto Macri foi derrotado nas primárias por Alberto Fernández, representante do Kirchnerismo. Eleições essas que demostraram a enorme força que a FIT-U tem conquistado na argentina, consolidando-se como quarta força nacional a esquerda do Kirchnerismo. A escolha dos EUA podem ser parte de artimanhas para melhoras a localização de Macri no cenário eleitoral argentino.

Saiba mais:Apontamento sobre a consolidação da FIT-Unidade, uma novidade na história argentina

A entrega das riquezas do país pelo governo ultrarreacionário de Bolsonaro segue, subordinando praticamente metade do PIB para o pagamento de uma dívida pública fraudulenta, privatizando várias estatais, apoiando os que destroem a Amazônia, etc. Junto de Trump trabalham para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e do povo pobre.




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