DEFESA DE TORTURA

ESCÂNDALO: Carlos Bolsonaro faz campanha à tortura contra participantes do movimento #EleNão

Carlos Bolsonaro (PSC), filho de Jair Bolsonaro (PSL), publicou em seu perfil do Instagram imagem em alusão à tortura com homem ensanguentado, amarrado e com um plástico sufocando a cabeça, escrito "#EleNão" no peito. Sobre a foto, Carlos escreveu "Sobre pais que choram no chuveiro", em referência aos pais que "sofrem" escondidos por ter filhos homossexuais.

quarta-feira 26 de setembro| Edição do dia

Com todo saudosismo da ditadura militar da família Bolsonaro, o filho do capitão reacionário, Carlos Bolsonaro, publicou na tarde de ontem (25) um stories no Instagram em que um homem é torturado com um saco plástico na cabeça e no peito escrito #elenão. Uma ameaça clara para as mulheres e todos aqueles que se colocam contra o candidato da extrema direita do PSL.

Na imagem ainda está escrito “sobre pais que choram no chuveiro”, escancarando toda homofobia na expressão que se refere aos pais que teriam “vergonha” da orientação sexual de seus filhos e "sofrem" às escondidas.

Bolsonaro que na tribuna da Câmara dos Deputados dedicou seu voto favorável ao golpe ao torturador da ditadura militar, Brilhante Ustra, parece ter ensinado “muito bem” à seus filhos os valores de um “homem de bem”, que esbanja seu ódio e reacionarismo contra a esquerda, as mulheres, negros e homossexuais.

O stories de Carlos Bolsonaro no Instagram é uma clara defesa da ditadura militar e seus métodos de tortura. A cara mais podre desse regime degradado e da extrema direita que hoje no Brasil tem a cara do candidato a presidência, Jair Bolsonaro.

Alguns comentários em defesa destes reacionários apontam que a imagem apenas foi compartilhada (e não elaborada) pelo defensor da ditadura filho de Bolsonaro. Entretanto, a publicação da imagem sem deixar clara a delimitação é sim compactuar com seu conteúdo. Ainda mais um dia após a criadora do grupo do Facebook "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro" ter sido violentamente agredida esse tipo de publicação para além de ser uma compactuação com esses ataques é diretamente uma campanha em defesa da tortura.

Não vão nos intimidar. Nós, mulheres, negras e negros, lgbts, indígenas e todo e qualquer setor oprimido não vamos aceitar ameaças, intimidação nem qualquer tipo de violência pregada por setores reacionários da extrema direita que se sentem mais à vontade para atuar nessa situação política em que as Forças Armadas tutelam as eleições e setores execráveis se sentem mais a vontade para opinar na política e ter visibilidade social.

Nós do Esquerda Diário, que impulsionamos o Pão e Rosas, já colocamos nosso debate com o movimento #EleNão nessa declaração. O justo sentimento de ódio contra Jair Bolsonaro pode ser transformado em nada por todos estes setores que querem somente nosso voto para conciliar com golpistas, capitalistas e reacionários de todo tipo, como quer o PT. Ciro Gomes, junto à motoserra de ouro Kátia Abreu, inimiga das mulheres do campo e das indígenas, não é alternativa à extrema direita. A nossa tarefa é nos organizar, junto aos trabalhadores, para dar uma resposta a eles, não somente nas urnas, mas nas ruas e em cada local de trabalho e estudo, levantando uma forte voz anticapitalista de trabalhadores independente do PT e dos capitalistas. Não podemos permitir que nosso ódio aos golpistas e reacionários seja usado como massa de manobra para um suposto "mal menor" que nos desarma e que terminará se voltando contra nós. Precisamos construir ato pelos nossos direitos, contra o machismo, a extrema-direita e para apostar na mobilização independente da classe trabalhadora, das mulheres, dos negros e da juventude, sem encobrir a conciliação do PT com golpistas.

Leia também: Querem usar o movimento de mulheres para encobrir a conciliação do PT com golpistas, e não pra enfrentar a extrema-direita




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