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LANÇAMENTO

“E se eu fosse puta?” Por uma travesti

Nesta terça-feira ocorreu na Livraria Cultura da Avenida Paulista, em São Paulo, o lançamento do livro “E seu eu fosse puta” pela hoo editora.

terça-feira 9 de agosto| Edição do dia

Créditos da foto: Guilherme Santana do site VICE

Amara Moira, a autora, é travesti e doutoranda em crítica literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e narra no livro as suas experiências como prostituta e expõe as pequenas e grandes violências que a população trans de rua encontra no Brasil.

O Brasil, além de ser o país que mais assassina transexuais no mundo também é o país que mais consome pornografia envolvendo travestis. Essa situação, aparentemente contraditória, é explorada no livro de Amara, que conta como “o cliente chega chapado de tesão e quando ele goza vem o choque de realidade (...) ele me repele, sequer me toca mais e sai correndo. Dois minutos antes de gozar ele quer me salvar. Quer me ajudar a arrumar emprego no telemarketing, me apresentar pra família, casar, me bancar.”

No lançamento também estiveram presentes Monique Prada, prostituta líder do sindicato das trabalhadoras sexuais; a cartunista Laerte Coutinho, que assina as tirinhas de Muriel no livro em dias de “e se eu fosse?”; e a MC Linn da Quebrada, funkeira bicha, trans, preta e periférica. Todo o bate-papo foi mediado pela escritora feminista, Clara Averbuck, e teve como mestres-de-cerimônia as drags Jaqueline Ramirez e Kiô Morgana Ramirez.




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