Mundo Operário

ESQUERDA DIÁRIO IMPRESSO

É preciso renovar o Sindicato dos Metroviários de SP

Felipe Guarnieri

Operador de trem da L1 azul do Metro de SP

segunda-feira 22 de agosto| Edição do dia

Muitos trabalhadores vêm elogiando na base a nossa campanha. Reivindicam nosso trabalho de base feito ao longo dos últimos anos na categoria, e compartilham conosco da necessidade de renovar o sindicato. Entretanto, no meio de muitos ataques de nossos adversários, sabemos que somos conhecidos como a “chapa radical”, no sentido negativo, de supostamente sermos jovens desapegados que propõe ações inconsequentes.

Não nos importamos de enfrentar esse debate. Se nos perguntam se somos radicais, responderemos que sim! Ser radical, ao contrário de ser irresponsável ou não se importar com as ações, é justamente buscar na raiz do problema a sua solução, e pensar precisamente como dar uma resposta de fundo para enfrentar os ataques aos trabalhadores nessa atual conjuntura.

Por isso, apresentamos uma plataforma com 5 motivos para votar na Chapa 5 - Nossa Classe Pela Base. Nela propomos um novo tipo de sindicalismo para lutar em defesa dos nossos direitos e contra a ofensiva de Alckmin na privatização do Metro. O “mais do mesmo”, que todos trabalhadores conhecem no “script” de cada ano na campanha salarial, é um modelo falido.

O sindicalismo que propomos deve ser organizado pela base, independente, sem governos e patrões e sem a burocracia sindical. Não corporativo, que faça os metroviários serem protagonistas na defesa das demandas da população, e lute junto com ela por um Metrô estatal sob controle dos trabalhadores e usuários. Um sindicalismo classista, que unifique a categoria e defenda a incorporação dos trabalhadores terceirizados sem necessidade de concurso público. Combativo contra as diversas formas de opressão, defendendo o direito das mulheres, dos negros e LGBTs. E, principalmente, um sindicalismo que diante a situação nacional tenha uma posição firme contra o governo golpista de Temer, sem defender o “volta Dilma”, e que denuncie a paralisia das grandes centrais como a CUT e CTB, e faça um chamado aos demais sindicatos para lutar contra os ajustes em curso.




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