Juventude

DEMISSÕES NA ESTÁCIO

É preciso cercar de solidariedade a luta da Estácio no Rio

Fazemos um chamado aos coletivos da esquerda para cercar de solidariedade a resistência dos estudantes do Rio contra a Reforma Trabalhista e as 1200 demissões de professores na Estácio de Sá. Devemos também juntos exigir que a UNE rompa seu silêncio frente a traição das centrais sindicais que desmarcaram a greve nacional contra as reformas do governo golpista.

Odete Cristina

São Paulo

terça-feira 12 de dezembro de 2017| Edição do dia

Tão logo passou a entrar em vigor a Reforma Trabalhista, a Estácio de Sá, um dos maiores monopólios de educação do país, anunciou, com o discurso da “reorganização”, 1200 demissões de professores de suas faculdades no Rio de Janeiro. O intuito é claro: demitir para recontratar em condições mais precárias, com menos direitos e em caráter intermitente, pagando apenas as horas trabalhadas.

Na última semana, em várias unidades do Rio, estudantes da Estácio organizaram atos contra esse ataque e ameaçam um desligamento em massa, se esses professores não forem reincorporados imediatamente. Em depoimentos, apontam que alguns dos professores demitidos trabalham na Instituição privada há quase 20 anos e estão sendo descartados, com suas famílias, para aumentar os benefícios de um monopólio que lucrou R$368 milhões no último ano.

É preciso cercar de solidariedade a luta dos estudantes e trabalhadores da Estácio de Sá no Rio de Janeiro, sendo um foco de resistência à aplicação da Reforma Trabalhista, que precariza a classe trabalhadora e destrói o futuro da juventude, em todo o país, num momento em que os golpistas querem aprovar também a Reforma da Previdência, para que trabalhemos até morrer. A luta da Estácio pode ser ponta de lança para que tomemos a luta contra as reformas em nossas mãos, enquanto as centrais sindicais se recusam a chamar uma nova data de greve geral e negociam nossos direitos com Rodrigo Maia.

Ao mesmo tempo, a Estácio de Sá é uma expressão das políticas de transferência de renda para os grandes monopólios da educação, como o FIES, tendo crescido em 350% no último período, junto a gigantes como a Kroton-Anhanguera. Quando o conjunto das universidades públicas do país estão sofrendo profundos cortes e precarização, como reflexo da PEC do Teto dos Gastos, sendo a UERJ um símbolo do projeto dos golpistas para a educação pública, privatizar e precarizar, os estudantes questionam os lucros da Estácio e a qualidade da educação.

Isso tudo no estado do Rio de Janeiro, que vive uma situação de calamidade e crise econômica, política e social, com a dívida pública sugando os recursos que deveriam atender às necessidades da população e a militarização que busca “passivizar” a juventude e os trabalhadores, forçando-os a pagar pela crise todos os dias.

Por isso, todo apoio aos estudantes da Estácio: que a UNE, que se diz representar muitas universidades privadas pelo país, rompa com sua subordinação às centrais sindicais e se solidarize ativamente à luta da Estácio no Rio. Também chamamos as juventudes dos partidos e coletivos de esquerda e a Oposição de Esquerda da UNE a serem linha de frente da luta pela reincorporação dos 1200 demitidos pela Estácio e para erge uma força no Rio de Janeiro contra as reformas e os ataques dos golpistas!




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