Educação

PROFESSORES DE SÃO PAULO

É hoje, venha debater uma saída para a crise no encontro de professores

sexta-feira 18 de agosto| Edição do dia

Professores estaduais e municipais de São paulo se encontrarão amanhã, dia 19/08, para debater sua luta, seus objetivos e sua organização para enfrentar a crise. O encontro ocorrerá na Casa Socialista Karl Marx, Praça Américo Jacobino 49, em frente ao metrô Vila Madalena - São Paulo SP.

Participarão do encontro professores de luta como Marcella Campos, professora que denunciou o racionamento de merendas do prefeito João Dória, que viralizou nas redes com vários meios de comunicação repercutindo a denuncia. Além da retenção da merenda, Dória ataca a educação com centenas de demissões e sem convocar os professores aprovados em concurso, é mais um capacho dos monopólios privados de educação cujo lucro depende do sucateamento da educação pública.

Como parte do debate também não poderá deixar de faltar os ataques que os professores do estado de São Paulo sofrem nas mãos do "patrono" de Dória, o Alckmin. O partido dos dois, o PSDB, não só está envolvido no escandaloso "merendão do Alckmin". O plano destes de sucatear a educação pública entregando tudo para a iniciativa privada inclui a precarização dos próprios professores, mantendo os professores contratados que não tem os mesmos direitos que os efetivos, e muitas vezes aplicando a duzentena fazendo com que os professores tenham que se virar para sobreviver durante 200 dias. Além da categoria ser divida por uma sopa de letrinhas com o intuito deste governo tucano de dividir para precarizar.

E não poderia ficar de fora os ataques do governo Temer contra os professores, através da reforma do ensino médio, além dos grupos que tem seu apoio e querem avançar na criminalização dos professores com o projeto "escola sem partido". A Reforma do Ensino Médio está prestes a ser a aplicada e mesmo assim o mesmo governo que faz propaganda na TV, até agora não esclareceu absolutamente como será esta reforma. Ou seja, a reforma do ensino médio se tornou uma incógnita. As equipes gestoras que trabalham nas unidades escolas não sabem explicar para os professores quando e como será implementada esta reforma. Os professores esperam esclarecimentos. Até agora o que se tem de informações é que as escolas se tornarão de ensino integral e terá um ensino profissionalizante. O que torna esta reforma ainda mais obscura aos docentes, pois as escolas permanecem sem estrutura nenhuma. Sem recursos áudio visuais, sem laboratórios e sem material didático. De certo que a reforma do golpista deve ser aprisionar os alunos nas salas de aula por mais tempo sem recursos.

Com tudo, o sindicato dos professores de São Paulo, não leva uma luta séria até o final contra todos esses ataques perversos que estão atrelados. No dia 12/08, as professoras e professores da corrente Professores Pela Base, participamos do encontro de professores categoria O, chamado pelo sindicato, onde travamos uma luta política em defesa da efetivação de todos os professores independente da sopa de letrinhas que o governo faz para dividir os professore. Lamentavelmente a direção majoritária do sindicato defende que é inconstitucional a efetivação sem concurso, e tem como única proposta para os contratados um projeto de lei que será apresentado na ALESP que troca 180 dias de afastamento por 40 dias.

A luta dos professores não pode ficar nas mãos desta burocracia sindical, que limita a organização dos professores e funciona com entrave à sua luta que em sua maioria não trabalham e não sabem como é o chão das escola há já algumas décadas, como é o caso da Bebel, presidente da APEOSP.

Os professores pela base chamam a todos os professores que estão angustiados com o cenário de ataques dos governo golpista de Temer, e dos tucanos, Alckimin e Dória. Precisamos colocar em pé um plano de lutas para que seja uma alternativa independente para derrotar esses governos e fazer com que os professores sejam linha de frente nesta luta, pois estamos na luta em defesa de uma educação que transforme a sociedade, que atenda as necessidades dos filhos da classe trabalhadora e em defesa de nossos empregos. Nossas vidas valem mais que o lucro deles!




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