Educação

ESCOLA EM LUTA

E. E. Pedro Alexandrino decide: Fora Silvio!!!!

quinta-feira 10 de novembro| Edição do dia

Hoje, no dia 10/11/2016, ocorreu a continuação da assembleia da Escola Pedro Alexandrino na Zona Norte. Estendendo o debate sobre os problemas do colégio e suas causas, a pauta principal foi a saída do professor Sílvio da direção. Como já foi falado em artigo anterior, os motivos para retirá-lo são vários, tais como assédio moral para com professores, alunos e funcionários, opressão de diversos tipos, o clima de terror gerado por esses desmandos e despreocupação com a organização dos espaços físicos da escola e com a qualidade de ensino dos estudantes.

Só para refrescar a memória, este diretor além de ter chamado a polícia para os alunos que ocuparam a escola no ano passado, fez um B.O. contra os mesmos com o objetivo de transformar o direito à manifestação política em crime.

Ontem, o supervisor da Diretoria de Ensino Norte 2, José Rodrigues, após o final da assembleia, propôs que se fizesse uma comissão com alguns alunos, professores e pais para se decidir sobre a questão. No entanto, tal encaminhamento não foi aceito porque os estudantes já haviam decidido que a assembleia continuaria na quinta-feira.

Algo semelhante ocorreu hoje. A dirigente regional, Rosana, compareceu à escola e chamou alguns professores e estudantes para uma conversa reservada dizendo que precisava de reclamações formalizadas contra o diretor. Alunos e professores disseram que tais reclamações já haviam sido feitas e que nenhuma providência ainda tinha sido tomada. Após algum tempo de discussão, a reunião foi encerrada porque prejudicava o andamento da assembleia, local em que muitas denúncias estavam sendo apresentadas.

A assembleia prosseguiu lotada, contando com a participação de mães e alunos do período da tarde. As falas de alunos e professores continuaram, tratando dos problemas e desmandos da direção na escola. Os representantes da diretoria de ensino não desceram da sala de leitura e, por muita insistência dos alunos, o diretor falou na assembleia. No entanto, em vez de se pronunciar sobre os problemas da escola, Sílvio tentou deslegitimar a democracia estudantil dizendo que aquilo era ilegal e acusando os estudantes de não cumprirem combinados.

Através de uma ampla maioria de votos, foi aprovada a saída do diretor e a formação de uma comissão (composta por pais, alunos e professores) com a tarefa de organizar as denúncias e reclamações; além de se encontrar com a diretoria de ensino, acompanhando todo processo de retirada do Sílvio. Também ficou encaminhada a realização de uma nova assembleia para se discutir os resultados de tal comissão.

Algumas alunas contaram sobre uma conversa da gestão da escola com três policiais, na qual se solicitava a presença deles na assembleia. Ao final da assembleia, quando a maioria dos alunos havia se retirado, 3 policiais passaram pelo portão aparentemente subindo em direção à secretaria da escola. Isto mostra o quanto essa gestão é antidemocrática e segue com o objetivo de amedrontar os alunos. No meio de todo esse processo, vale ressaltar a força, a garra e o ânimo que estes estudantes estão demonstrando. Isso serve não somente para fortalecer o próprio movimento de reivindicação de direitos, mas também para encher de esperança boa parte dos professores e pais, assim como aqueles que observam de longe toda essa luta.




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